22 de Abril de 2016 • 11:05 am

Maceió

Servidores vão denunciar em audiência rombo da saúde na gestão Rui Palmeira

O rombo de R$ 6 milhões é investigado pelo Ministério Público de Contas.

Por: Da Redação
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Em greve por melhores salários, as lideranças dos servidores do município de Maceió vão participar da audiência pública do SUS na Assembléia Legislativa, marcada para a próxima segunda-feira, 25, quando pretendem denunciar os desmandos da saúde no município e o rombo de mais de R$ 6 milhões acusado pela Auditoria do Ministério da Saúde.

O desvio foi constatado por uma auditoria do DENASUS, do Ministério da Saúde, realizada em janeiro de 2015. Pelos dados levantados, o dinheiro, oriundo de rubricas federais, desapareceu sem que houvesse comprovação dos gastos. A auditoria foi solicitada pela Conselho Municipal de Saúde, que já vinha denunciando casos de corrupção dentro da pasta do governo de Rui Palmeira (PSDB).

Servidores vão às ruas contra rombo na saúde.

Servidores vão às ruas contra rombo na saúde.

Não foi por outra razão que o Conselho Municipal de Saúde também rejeitou o relatório das contas da Secretaria  de Saúde, em 2013 e em 2014, pela unanimidade de votos. Na oportunidade, apenas um conselheiro se absteve do processo, que foi exatamente da então secretária de Saúde, Sylvana Medeiros.

Ministério Público – A investigação do rombo de R$ 6 milhões do governo Rui Palmeira, na Saúde, está a cargo do Procurador do Ministério Público de Contas, Ricardo Schneider Rodrigues. A denúncia ao MP de Contas chegou via auditoria do próprio Ministério e por meio do Fórum Permanente de Combate à Corrupção.

Sessão – Na sessão da Assembleia que vai analisar o Sistema Único de Saúde no Estado, os servidores da saúde pública em Maceió pretendem acrescentar dados sobre a falência do sistema na capital por omissão e incompetência dos gestores, a partir do inicio da gestão de Rui Palmeira. A audiência pública na Assembleia foi convocada pelo deputado estadual Francisco Tenório (PMN).

O deputado disse que a audiência se faz necessária, uma vez que a legislação determina que os gestores do SUS prestem contas em audiência pública a cada quatro meses do ano. “Na audiência se presta contas do que foi gasto, dos problemas existentes e das ações de planejamento para todo ano. É um debate público de fundamental importância”, declarou.

 

 

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