1 de dezembro de 2016 • 2:47 pm

Maceió

Bancários realizam protesto em sessão de comemoração aos 100 anos do BB

Sindicalistas criticaram as decisões do Banco do Brasil de fechar agências em Maceió e inserir um formado de banco online no interior: “queremos que antes de transformar a agência em algo digital, seja feito um estudo”

Por: Vinicius Firmino
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dsc_0104Articulados e na presença de dirigentes do Banco do Brasil em Alagoas, prefeitos, deputados e membros do Ministério Público, integrantes do Sindicato dos Bancários aproveitaram a sessão solene de comemoração dos 100 da instituição no estado, realizada na manhã desta quinta-feira (1º), no plenário do Poder Legislativo, para protestar sobre as medidas que, segundo os administradores do banco, estão sendo feitas com o objetivo de reestruturar a entidade.

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Presidente do Sindicato dos Bancários, Jairo França, questionou se o Banco do Brasil tem feito estudos antes de tomar algumas decisões

Na contramão do que dizem as autoridades do banco, os representantes sindicais intitularam essas decisões como ‘pacotes de maldades’ para os servidores e a sociedade. Isso porque só em Maceió serão fechadas três agências: no Centro (Rua do Sol – agência 4423), na Avenida Fernandes Lima (4983) e no Jacintinho (5726). Ao lado de colegas mobilizadores, que seguravam faixas de protesto no meio da sessão, o presidente do Sindicato dos Bancários, Jairo França alertou os deputados de como essas medidas estão sendo tomadas.

“É louvável quando se abre uma agência, mas quando isso acontece e se fecha três, eu não sei como essa conta se encerra. Inclusive, muitos dos deputados são de interiores e sabem das dificuldades que é para a tecnologia chegar nestes pequenos municípios. O acesso é muito mais complicado. O que queremos que antes de transformar a agência em algo digital, seja feito um estudo. Será que o povo está preparado para operar com agência tecnológica?”, indagou o presidente do Sindicado Jairo França, afirmando também que é cogitado o fechamento de três agencias no interior de Alagoas. O protesto se estende ainda para o desligamento de pessoal, o fim das gerências administrativas e a extinção de funções, entre outras medidas do pacote.

dsc_0062Também aproveitando o espaço cedido pelo deputados, a servidora do Banco do Brasil, Arivoneide Moraes, fez um rápido histórico sobre a empresa entre a década de 90 e os dias atuais, mostrando que em determinados períodos a sua função de banco público esteve ameaçada. Em 95 com o Plano de Demissão Voluntária (PDV) e o desmonte do governo FHC, e agora com a reestruturação e o desmonte do governo Temer. “Nos governos Lula e Dilma o BB assumia um papel mais social, tínhamos concurso público, havia reserva de concursados. Hoje o banco quer imitar o Bradesco, aliando-se a um projeto digital que não era permitido no governo anterior”, destacou.

Arivoneide pediu aos deputados e à Assembleia Legislativa que cobrem explicações do Banco do Brasil a respeito do pacote de reestruturação, sobretudo no que se refere ao fechamento das agências, postos de atendimento e redução de pessoal. “Eles precisam dizer porque vão fechar unidades como a do Jacintinho, onde está uma ampla comunidade carente. Quais foram os critérios? O banco não tem compromisso social com o povo do Jacintinho?”, reforçou o questionamento do presidente sindicalista.

No último dia 21 de novembro, o BB informou por meio de uma coletiva que fechará 402 agências em todo o País e transformará outras 379 em postos de atendimento ao longo do próximo ano. A medida do PDV visa atingir 18 mil funcionários da instituição. Os servidores que aderirem ao plano receberão 12 salários mais indenização pelo tempo de serviço, que vai de um a três salários. O BB conta atualmente com 109.159 funcionários. Tanto o plano de aposentadoria como a redução de jornada são voluntários.

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