26 de março de 2016 • 7:21 pm

Brasil

STF manda Ministério Público buscar mais provas contra Cunha no exterior

Se as suspeitas se confirmarem, serão totalizadas 13 novas contas no exterior ligadas a Eduardo Cunha.

Por: Da Redação
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O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, autorizou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a buscar cooperação internacional com o objetivo de encontrar novas contas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no exterior, segundo o jornal Folha de S.Paulo deste sábado (26).

Cunha: mais provas

Cunha: mais provas

Os pedidos de Janot têm como base delações premiadas homologadas no fim do ano passado dos acionistas da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, homologada no fim do ano passado. Segundo eles, Cunha recebeu propina da empresa para liberação de recursos do fundo de investimentos do FI-FGTS para as obras do Porto Maravilha, no Rio.

Junto à delação, os executivos da Carioca Engenharia entregaram tabelas que apontam pagamentos de propina a Eduardo Cunha em nove novas contas no exterior. Em relação a cinco das nove contas, há “certeza”, segundo Pernambuco Júnior, de que elas foram indicados pelo presidente da Câmara e “altíssima probabilidade” em relação às demais.

Na decisão proferida no último dia 2 pelo ministro Teori, “há nos autos indicativos de que a transferência de valores decorrentes da prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro teria sido realizada em bancos suíços”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também investiga se Cunha utilizou essas contas no exterior para repassar propina a aliados.

Se as suspeitas se confirmarem, serão totalizadas 13 novas contas no exterior ligadas a Eduardo Cunha, já que em outubro do ano passado a PGR recebeu do Ministério Público da Suíça dados de quatro contas secretas mantidas pelo deputado no exterior, sem informar às autoridades brasileiras.

“As colaborações trazem relevantes aportes probatórios no sentido de que, entre maio de 2011 e setembro de 2014, em locais que incluem o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, bem como, ao que tudo indica, a Confederação Suíça, o deputado federal Eduardo Cunha solicitou (…) vantagem indevida no valor de R$ 52 milhões”, escreveu Janot.

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