1 de Fevereiro de 2018 • 7:45 am

Corrupção

PGR investiga participação de Temer em esquema na Caixa

As principais menções a se referem a um e-mail enviado pela Vice-Presidência da República, à época ocupada por Michel Temer, intercedendo para a nomeação de um funcionário da Caixa

Por: Da Redação
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) analisa, desde o dia 17 de janeiro, o relatório da perícia forense realizada na Caixa Econômica Federal e que resultou no afastamento inicial de quatro vice-presidentes do banco por suspeitas de participação em um esquema de favorecimento de empresas em troca de propina.

Os procuradores vão apurar se há indícios de que o presidente Michel Temer (MDB) e ministros do seu governo cometeram crimes relacionados à Caixa Econômica.

As principais menções a Temer se referem a um e-mail enviado pela Vice-Presidência da República, à época ocupada por Michel Temer, ao então vice-presidente de Operações Corporativas da Caixa Roberto Derziê. No e-mail, Temer intercede para a nomeação de um funcionário da Caixa para ocupar a Superintendência Regional do banco em Ribeirão Preto (SP).

Em outro trecho do relatório, o ex-executivo da Caixa Antônio Carlos Ferreira diz ter se encontrado com Michel Temer em 2014 após uma reunião com o então deputado federal Eduardo Cunha.

Ferreira disse que Cunha exigiu que ele apresentasse uma relação com todas as operações de crédito da vice-presidência de Operações Corporativas do banco acima de R$ 50 milhões que haviam sido liberadas ou que estavam prestes a serem realizadas.

Moreira Franco

A principal menção ao ministro Moreira Franco foi feita pelo ex-executivo da Caixa Giovanni Alves. Em julho de 2014, ele enviou um e-mail para Roberto Derziê com uma série de informações sobre um potencial cliente do banco no qual cobra um retorno a alguém cujo apelido era “CB”.

Segundo o relatório, “CB” é uma abreviação para “cabeça branca”, apelido atribuído a Moreira Franco, que foi vice-presidente de Fundos de Governo da Caixa entre 2006 e 2010. Quando Giovanni enviou o e-mail a Derziê, portanto, Moreira Franco não era mais funcionário do banco.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Presidência da República disse que “o presidente Michel Temer tranquilizou o vice-presidente, Antônio Carlos Ferreira, que não queria atender às demandas do deputado Eduardo Cunha, para que mantivesse inalterado seu comportamento”.

A assessoria de imprensa do ministro Moreira Franco disse que não iria se manifestar sobre o caso.

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