21 de junho de 2016 • 10:55 pm

Brasil » Justiça

Supremo mantém bloqueio de contas da TV Gazeta, pertencente a Collor

O sequestro dos bens do senador, investigado na Operação Lava Jato havia sido determinado pelo ministro Teori Zavascki

Por: Da Redação com Assessoria
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Uma reportagem publicada  pelo jornal Folha de São Paulo, anuncia: O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta terça-feira (21), por 3 votos a 2, o bloqueio de contas da TV Gazeta de Alagoas, pertencente à Organização Arnon de Mello, que tem como sócio o senador Fernando Collor (PTC-AL).

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Ele é um dos investigados na Operação Lava Jato e o sequestro dos bens havia sido determinado pelo ministro Teori Zavascki. A defesa recorreu mas a segunda turma do STF manteve decisão do ministro. Além do póprio Teori, votaram pelo bloqueio a ministra Cármen Lúcia e o ministro Celso de Mello.

Nos dois votos contrários à medida, os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes consideraram que a TV Gazeta tem atuação lícita, com receitas oriundas de publicidade e investimentos, e ponderaram que a o bloqueio deveria envolver apenas valores que tivessem origem ilícita comprovada.

No entanto, segundo a matéria da Folha, “o Ministério Público Federal aponta que há indícios de que dinheiro depositado em espécie nas contas de uma empresa de TV ligada a Collor foi transferido para a conta do senador e de sua mulher para tentar mascarar a origem ilícita dos recursos”.

Lembra, ainda, que Collor – denunciado no STF por corrupção e lavagem de dinheiro – é investigado por suposto envolvimento numa organização criminosa relacionada à BR Distribuidora, “voltada principalmente ao desvio de recursos em provimento particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem, de dinheiro”.

E que o Ministério Público atribui ao senador alagoano outras condutas criminosas, entre elas, “forjar empréstimos fictícios supostamente tomados por ele e sua esposa da TV Gazeta a fim de justificar aquisição de bens pessoais de luxo com valores oriundos do crime e encaminhar a agência bancária pedido de estorno de créditos relativos a depósitos em dinheiro em sua conta pessoal, com o objetivo de desvincular essas operações e evitar a instauração de investigação sobre os fatos”.

Em sua reportagem, a Folha disse que aguarda retorno da assessoria de Collor e lembrou que a defesa do senador tem negado envolvimento do parlamentar no esquema de desvio da Petrobras. E ainda, que o senador tem afirmado também que não participa da gestão nem do cotidiano da empresa.

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