25 de agosto de 2017 • 9:10 am

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Temer coloca o Brasil em liquidação para pagar a fatura dos aliados

O homem que toca a privatização desenfreada foi denunciado por receber propina quando privatizou o Galeão (RJ)

Por: Marcelo Firmino
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Michel Temer resolveu colocar o Brasil em liquidação. A ordem é vender portos, aeroportos, hidrelétricas, concessionárias de energia, a Amazônia e, sinceramente(!), até a Casa da Moeda.

Ao que parece, foi exatamente para isso que Temer e seus aliados congressistas deram um golpe no governo passado, assumindo o poder em seguida. Eles (lobos) vestiram-se de cordeiros, depois de financiarem a mídia e certos movimentos, e usaram a boa fé de muitos desavisados que imaginavam estar na luta contra a corrupção no País.

Ora, quem ajudou o presidente a chegar e se manter no lugar em que está, cedo ou tarde, cobraria a fatura. E ela será paga dessa forma. Sim, por que a privatização desenfreada rende e não é pouco.

O desespero no Planalto é tamanho que o chefe mandou vender uma área de conservação da Amazônia de 46 mil quilômetros quadrados. São 46 mil, onde estão reservas indigenas, mas foram liberadas para uma mineradora. Isso tem o nada bucólico cheiro de negociata forte.

Vende-se um País

Pare e pense: quem está no comando dessas articulações do escambo nacional? Exatamente o ministro Moreira Franco, que foi sócio de Eduardo Cunha e foi delatado na Lava Jato pela Odebrecht por ter pedido propina no ato da privatização do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Quer dizer, ele tem expertise nessa seara.

Portanto, a privatização rende, sobretudo propinas. E agora mais do que nunca o governo quer privatizar por que precisa pagar a fatura cobrada pelos aliados e em seguida resolver o problema de caixa causado do déficit público que Temer agravou de maneira sórdida.

Veja que este ano o déficit estimado no Planalto era de R$ 139 bilhões, mas agora passará para R$ 159 bilhões. Assim, não há meta fiscal no mundo que resista ao descontrole de contas, que inclusive foi o argumento utilizado – no mercado – pelos articuladores do impeachment para derrubarem o governo de Dilma Rousseff.

Ou seja, Temer provocou o maior descalabro fiscal da história e agora precisa vender tudo o que o País tem por que a conta que precisa fechar, para pagar os seus credores, é muito alta.

Para isso, ele precisa de alguém de extrema confiança para intermediar negócios, cambalachos e outras coisinhas mais. Moreira é o nome do cara que vai cobrar e ser cobrado por muita gente.

Principalmente por que 2018 é ano de eleições e os aliados precisam da fatura paga para garantirem à volta ao salão de festas do Congresso Nacional.

E assim, enquanto a banda toca e eles vendem o Brasil, Januária não sai mais à janela para bater panela.

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