23 de Janeiro de 2017 • 10:28 am

Política

Temer e Gilmar Mendes se reúnem em jantar no Palácio no domingo à noite

O encontro na calada da noite enche de suspeitas o mundo político e judiciário.

Por: Da Redação
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Na noite deste domingo (22), o presidente Michel Temer recebeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, no Palácio do Jaburu.

O encontro não estava na agenda oficial da Presidência e, segundo a assessoria do ministro, houve uma “conversa de rotina”.

Temer e Gilmar: réu e julgador em jantar no Palácio.

Gilmar é responsável por definir a pauta de julgamento do TSE e será um dos sete integrantes da Corte Eleitoral que votará neste ano no processo que pode levar à cassação da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Gilmar Mendes defende que o futuro relator da Lava Jato seja o ministro que será nomeado pelo presidente Michel Temer num prazo de 30 dias como substituto do ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo na última quinta-feira (19). A informação é da coluna de Lauro Jardim de sábado (21).

Para Gilmar, a distribuição de uma relatoria entre os ministros que já compõem a Corte deveria se restringir a processos de urgência. Na interpretação dele, essa urgência não se aplica à Lava Jato, mesmo diante do fato de que o ministro Teori estava prestes a homologar os 77 depoimentos de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht, nos quais constam citações a políticos que teriam recebido doações de campanha com suspeitas de origem ilícita, incluindo Temer.

TSE – No âmbito do TSE, Gilmar preside a Corte que julgará o processo sobre a chapa Dilma-Temer, e que pode levar à sua cassação. Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.

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