28 de julho de 2017 • 7:44 am

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Temer freia PF com corte de R$ 400 milhões e mira a impunidade geral

No STF, atualmente, há 404 inquéritos contra parlamentares e muitos deles por corrupção

Por: Marcelo Firmino
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Depois de gastar mais de 4 bilhões com deputados e senadores para sepultar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a denúncia de corrupção feita pela Procuradoria Geral da República, o presidente Michel Temer agora anuncia um corte de mais de 7 bilhões no Orçamento da União, atingindo as obras de infraestrutura e, principalmente, a Polícia Federal (PF) que perde R$ 400 milhões.

O ato em si tem o cheiro fétido da prevaricação por tudo que se passou antes e depois da CCJ. E mais ainda pelo corte do orçamento da PF, o que remete ao freio proposital contra a Operação Lava Jato.

É a frenética busca pela impunidade de Temer, para Temer e os seus mais íntimos assessores, considerando que Eliseu Padilha e Moreira Franco, os ministros mais fortes do governo, estão denunciados no STF.

Mas, não apenas para eles. O processo articulado para impunidade é para uma infinidade de parlamentares envolvidos nas falcatruas do poder e, devidamente, processados pela justiça.

No Supremo Tribunal, atualmente, existem simplesmente 404 inquéritos e ações penais abertos contra deputados e muitos deles por crimes de corrupção.

Um levantamento da Revista Congresso em Foco indica que  cinco partidos (PMDB, PSDB, PP, PT e PR) reúnem 144 parlamentares com pendências criminais no STF. A maioria dos casos se mantém: corrupção.

Ah, ainda tem o DEM com 48% de sua bancada denunciada no Supremo, segundo a revista, além dos partidos nanicos com seus clássicos representantes.

Enfim, em meio a caolhice social, Temer usou o dinheiro da Nação para se manter no cargo. E agora retira dinheiro dos investimentos para frear um barco desgovernado que ameaça colidir com os muros das prisões planaltinas.

 

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