20 de abril de 2017 • 11:17 am

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Temer instala balcão de negócios para garantir a aprovação de ‘reformas’

A ordem é atender parlamentares com cargos, emendas e até jantar no Planalto, com direito a selfie

Por: Marcelo Firmino
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As reformas trabalhistas e previdenciária do governo Temer só não passarão no Congresso se houver um levante popular forte, capaz de influenciar nas decisões dos parlamentares. Sem isso, o governo vai comemorar a vitória para atender a ânsia das empresas brasileiras pela precarização das relações de trabalho e aos bancos que vendem previdência privada, mas não costumam recolher ao INSS as contribuições devidas.

Temer: balcâo de negócios

Um levantamento da Procuradoria da Fazenda Nacional diz que grandes empresas brasileiras, entre elas os bancos, devem a previdência social mais de R$ 426,07 bilhões. Só o Bradesco deve mais de R$ 465 milhões. O Itaú não fica atrás.

Temer que atender aos interesses dessa elite que hoje cobra uma fatura alta para o País e, o pior, joga a conta para ser paga pelo trabalhador e o aposentado brasileiros.

Neste sentido não medirá esforços e já determinou aos seus cães de guarda no Congresso Nacional o cerco total a todos os aliados que pretenderem se desgarrar desses propósitos.

Tanto é assim que estabeleceu um balcão de negócios, bem ao gosto dos parlamentares. Os negociantes indicados pelo presidente têm  ordem para  atender a todos os pleitos possíveis dos deputados, desde que digam sim às “reformas”.

Nesse balcão valem a negociação de cargos, liberação de emendas e jantar no palácio do Planalto com direito a selfie ao lado de Temer. Os mais resistentes recebem a ligação do próprio chefe da Nação com a lista de ofertas “para o bem de todos”.

Assim o planalto pretende seduzir até as pedras do Congresso.

 

 

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