22 de novembro de 2016 • 6:24 pm

Brasil

Temer manda base aliada fazer desagravo ao ministro Geddel

Geddel foi denunciado por beneficiar empreendimento imobiliáro no qual ela é sócio.

Por: Da Redação
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Preocupado com a repercussão do esquema do ministro Geddel Vieira Lima (Gabinete do Governo), o presidente Michel Temer determinou à base aliada que fizesse no Congresso um desagravo a Geddel.

Geddel Vieira Lima, cometeu crime ao cobrar do agora ex-ministro da Cultura Marcelo Calero uma interferência, junto ao comando do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para a obtenção de parecer favorável à construção de um luxuoso edifício de 100 metros de altura nos arredores de edificações históricas tombadas pela União, sendo que ele, o ministro, era sócio do empreendimento.

Discurso – Ou seja, se  o discurso era de tolerância zero com as denúncias contra integrantes do governo Dilma Rousseff, agora o papel se inverteu. Líderes dos partidos que integram a base de apoio do presidente Michel Temer (PMDB) e que faziam oposição a Dilma silenciaram, até esta terça-feira,22, sobre as acusações contra o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima(PMDB).

Por determinação de governo, o silêncio foi trocado pelo discurso de defesa ao ministro, acusado de pressionar um ex-colega a liberar a construção de um empreendimento onde tem um imóvel, em Salvador, do qual Geddel é sócio.

O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), anunciou que pretende promover, com todas as lideranças da base governista, um ato de desagravo a Geddel. Segundo ele, todos os líderes aliados vão assinar um documento em apoio à permanência do articulador político do presidente Temer.

A indicação de André Moura à liderança do governo na Câmara, em maio, também causou polêmica, mas foi confirmada por Temer. Barrado pela Ficha Limpa em 2014, André Moura é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal por desvio de recursos públicos. Um inquérito apura participação dele em atentado contra um ex-aliado que virou seu inimigo político. Ele responde, nesse caso, por tentativa de homicídio.

Rodrigo Maia – O esquema envolve até o presidente da Câmara. Afinal. o primeiro a sair em defesa da permanência de Geddel no cargo, nesta terça, foi o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), cujo partido, quando fazia oposição a Dilma, era um dos principais defensores da saída de integrantes do governo suspeitos de irregularidades.

Em entrevista em São Paulo, Maia disse que “tráfico de influência”, acusação feita contra o ministro, “não é bom”, mas que confia na inocência dele.

“Esse é um episódio que aconteceu, tem duas posições, não é bom, mas pela entrevista que Geddel deu fiquei muito convencido que tem apoio do Temer e tem nosso apoio. Vamos virar essa página, o episódio aconteceu, vamos separar as coisas. Claro que tráfico de influência não é bom, sei que não aconteceu, o parecer indeferido não foi refeito. O governo precisa de tranquilidade e precisa continuar contando com Geddel”, acrescentou.

 

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