2 de maio de 2017 • 7:39 am

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Temer manda cortar verbas e demitir indicados de deputados ‘rebeldes’

Em reunião no Alvorada, Presidente decidiu retaliação a quem é contra a reforma da previdência

Por: Marcelo Firmino
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Cortes de verbas e demissão dos indicados para órgãos públicos no Planalto e nos Estados são as duas medidas imediatas do governo Michel Temer contra os parlamentares da base aliada que votaram “não” à reforma trabalhista.

Em reunião realizada nesta segunda-feira, 1º, no Palácio da Alvorada com seus ministros e líderes partidários, Michel Temer deixou claro que vai iniciar as retaliações contra os parlamentares.

Temer: a ordem é retaliar

Da base aliada em Alagoas votaram contra Temer os deputados Ronaldo Lessa (PDT), JHC (PSB), Rosinha da Adefal (PTdoB), Carimbão (SDD) e Cícero Almeida (PMDB). Dos cinco, apenas Cícero Almeida disse não ter nenhum cargo no governo de Temer.

A retaliação de Temer aos parlamentares começa exatamente nesta terça-feira, segundo anunciou o próprio Presidente aos ministros e deve começar com os partidos PP, PR, PSB e PMDB.

O governo que iniciar nessa quarta-feira, 03, a votação da reforma da previdência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que tem 37 deputados e lá o governo só precisa de 19 votos.

Já para votar no plenário, o que deverá acontecer em junho, o governo precisará de 320 votos para aprovar a reforma. No entanto, de olho nas eleições do próximo ano, a maioria dos deputados teme o desgaste com o eleitorado, considerando que as pesquisas no País indicam que 71% dos brasileiros rejeitam a reforma proposta por Michel Temer.

Para complicar ainda mais, ele deixou claro na reunião que não haverá mais nenhuma mudança no texto. Resta saber agora que caminho tomarão os rebeldes da base aliada, ao verem as doces benesses do poder escorrendo pelas próprias mãos.

Novos capítulos virão.

 

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