7 de setembro de 2017 • 9:43 am

Brasil

Temer manda proibir faixa, cartazes e bandeiras no desfile de Brasília

Diante da impopularidade Temer censura manifestações contra ele no 7 de setembro

Por: Da Redação
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Um ano após ser vaiado no 1º desfile de 7 de Setembro como presidente da República, Michel Temer volta à Esplanada dos Ministérios para assistir à tradicional parada. No ano passado, fazia poucos meses que Dilma Rousseff tinha sido cassada.

Diante da impopularidade em que vive, Michel Temer mandou proibir faixas, cartazes e bandeiras durante o evento. A censura surge como nos velhos tempos do regime militar.


Censura de Temer lembra o regime militar

Michel Temer também deverá chegar em carro fechado, e não no Rolls Royce conversível, como é tradicional.

Nesta quinta-feira, 7, o presidente estará acompanhado da primeira-dama, Marcela, de ministros e congressistas.

Desta vez, segundo texto publicado no site do Palácio do Planalto, Temer deverá passar em revista às tropas. No ano passado, o presidente não cumpriu esse ritual.

Integrarão o desfile cerca de 4.200 pessoas, entre civis e militares. As principais atrações serão uma pirâmide humana de 47 militares sobre uma motocicleta e a Esquadrilha da Fumaça, que abrirá e encerrará a parada. O evento começa às 9h e termina por volta de 12h.

Segundo a Agência Brasil, a estrutura montada pode receber público de até 30.000 expectadores. Foram gastos R$ 787.500,00 com esses preparativos.

Sem Marketing – As festividades do Dia da Independência foram tratadas de maneira discreta nos sites oficiais dos principais órgãos envolvidos. Na véspera, apenas o Palácio do Planalto e a Força Aérea tinham em seus sites alguma menção ao evento. Nas páginas da Marinha, do Exército e do Ministério da Defesa, nenhuma citação.

O governo Temer tem sido leniente com a falta de transparência. Em maio, por exemplo, assistiu inerte ao fim do IAP (Instituto para Acompanhamento da Publicidade). O órgão era financiado com um pequeno percentual do extraído do faturamento da agências de publicidade que tinham negócios com o governo Federal.

O dinheiro era usado para monitorar os gastos estatais com propaganda. As agências cortaram o financiamento.

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