17 de junho de 2016 • 8:35 am

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Temer no olho do furacão; ministro sugere acabar com a Lava Jato

As delações de Sérgio Machado e da Odebrechet representam uma bomba de nitroglicerina no gabinete do governo interino.

Por: Marcelo Firmino
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A Lava Jato está sob forte ameaça de um freio de mão na sua continuidade por estar chegando em células políticas que se imaginavam imunes. Por exemplo, o presidente interino, Michel Temer e seus ministros que aos poucos vão caindo com o peso das denúncias de corrupção contra eles.

A delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, contra Temer não foi a única referência da podridão que envolve sua excelência, com “áurea” de cabra bom. Pelo contrário.

A jornalista Tereza Curvinel, colunista do 247, lembra que Temer, pessoalmente, é alvo de outras duas outras citações na Lava Jato. Uma aparece na transcrição de conversa por rede eletrônica entre Léo Pinheiro, da OAS, e Eduardo Cunha, que reclama de um pagamento de R$ 5 milhões a Temer, sem retirar a parcela de outros peemedebistas. A propina tem a ver com a concessão do aeroporto de Guarulhos à OAS.

Diz a colunista que a informação sobre o suposto pagamento a Temer aparece na  manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, “ao fundamentar a autorização para a Operação Catilinárias, em dezembro passado”.

Depois lembra também que Delcídio Amaral, quando fez sua delação, na condição de ex-líder do governo no Senado, falou aos procuradores que Temer era o padrinho na indicação de diretores da Petrobras hoje acusados de corrupção.

Junta-se tudo com a delação de Sérgio Machado e tem-se aí uma bomba de nitroglicerina no salão de despachos do governo interino. E agora o que fazer? O ministro Eliseu Padilha, braço direito do presidente, já disse o caminho mais fácil para eles. Em uma conversa com empresários paulistas sugeriu esforços de todos para colocar a Lava Jato “rumo a uma definição final”. Ou seja, acabar com ela de uma vez.

E a razão é única. Só a delação de um executivo da Odebrechet diz que em uma das propinas pagas de R$ 50 milhões, pega-se, além de Temer, mais de 100 parlamentares e ex-parlamentares, 13 governadores e ex-governadores e os partidos PMDB, PSDB, PT, PP, DEM, além de várias legendas nanicas.

Não foi por outra razão que o New York Times disse que o Brasil merece a medalha de ouro em corrupção. Ainda assim, as panelas silenciaram.

 

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