11 de abril de 2017 • 7:55 am

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Temer para aliados: ou votam as reformas ou não comem no cocho

A ordem no Planalto é para que os partidos fechem questão a favor das “reformas”

Por: Marcelo Firmino
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Apreensivo com a possibilidade de ver a proposta de desmonte da Previdência ser rejeitada por deputados e senadores da base aliada, o presidente Michel Temer (PMDB) decidiu exigir dos partidos no entorno de seu governo que fechem questão na defesa das “reformas”: previdenciária e trabalhista.

O desmonte na trabalhista também é significativo, quando o relatório a ser apresentado fala em alterar 100 artigos ou mais da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas, sepultando direitos dos trabalhadores.

Impor a reforma como quer e bem entende é a pretensão de Temer. E quando exige que os partidos que lhe apoiam fechem questão no congresso, significa dizer que vai jogar pesado contra quem se rebelar nessa causa.

O jogo pesado passa pela relação do toma lá da cá. Se apoiar passa a ser amigo do rei, se por acaso votar contra terás então a ira do rei. Ou seja, ou apoiam ou não comem no cocho.

Assim funciona o jogo político e, historicamente, os partidos não costumam ser rebeldes quando os interesses do poder estão em cheque.

Temer terá trabalho, mas como pretende operar à base de rolo compressor, certamente deixará deputados e senadores no canto da parede, todos pensando naquela emenda dali, na outra história de lá e assim tudo se resolve com quem banca o jogo.

No entanto, na hora da conta a pagar só um segmento vai sentir o drama no bolso. O povo.

Esse, de fato, é quem sempre paga o pato, para o bem dos bancos, da Fiesp e  companhia e ainda da cara de pau dos políticos que adoram o cocho.

 

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