6 de Janeiro de 2018 • 8:14 am

Blogs » Marcelo Firmino

Temer perdoa dívidas milionárias de bancos e veta refis de microempresas

Projeto de Refis foi articulado pelo Sebrae, mas Temer ignorou pequenos e microempresários do País

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Depois de perdoar na Receita Federal quase 30 bilhões de dívidas dos bancos privados – R$ 27 bilhões só do Itaú e Unibanco – o presidente Michel Temer proibiu o refinanciamento de dívidas das micros e pequenas empresas dos País.

Com o apoio da bancada da bala e da bancada ruralista, Michel Temer também aprovou o perdão de dívidas das grandes empresas do agronegócios, na ordem de R$ 26 bilhões.

Mas, e os pequenos que sofrem a cada dia com o pagamento de impostos? Pois bem. O Sebrae fez seu lobbby no Congresso Nacional e no fim do ano passado os parlamentares aprovaram um projeto estabelecendo condições especiais de pagamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas.

A ideia era criar para as empresas do Simples condições similares às estabelecidas pelo Refis das grandes empresas. Refis que, inclusive, foi sancionado por Michel Temer em outubro de 2017, exatamente na véspera da votação da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República contra ele, em processo com a acusação de corrupção que envolveu até a mala de dinheiro que rodou com Rocha Loures pelas calçadas e ruas de São Paulo.

Temer, portanto, agradou os grandes e megas que lhe apoiaram na derrubada de Dilma Rousseff e, para não fugir ao seu perfil, deu às costas aos mais sacrificados, que apenas queriam o tratamento isonômico. Mas, o presidente ao dizer não consolidou sua opção pelos ricos.

Tanto que o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos declarou, após o veto do projeto, que o presidente Temer “não gosta do pequeno empresário”.

Para vetar integralmente a proposta de Refis de pequenas e microempresas Temer disse que a culpa era da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Lei, aliás, que não interferiu na perdão monstruoso para os bancos e megaempresários ruralistas.

 

 

Deixe o seu comentário