30 de abril de 2015 • 8:15 am

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Téo Vilela agora acuado pela Operação Navalha

O velho e saudoso Camucé – Pedro Marinho Muniz Falcão – talvez tenha sido um dos poucos políticos alagoanos que se aposentou nesse meio e voltou a viver tranquilamente como…

Por: Marcelo Firmino
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O velho e saudoso Camucé – Pedro Marinho Muniz Falcão – talvez tenha sido um dos poucos políticos alagoanos que se aposentou nesse meio e voltou a viver tranquilamente como cidadão comum e decente que era.

No tempo dele havia outros com o mesmo perfil, mas já eram poucos.

Agora a história é bem diferente. Que o diga o ex-governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Mal deixou o governo e já tem o Ministério Público Federal nos calos dele.

É bem verdade que o caso  era para ter sido resolvido lá atrás, quando Vilela ainda estava governador, mas a Assembleia Legislativa, sempre aliada de qualquer governo, impediu que ele fosse investigado por envolvimento na Operação Navalha. Isto é, o parlamento não concedeu autorização para o MPF investigá-lo.

A agora o procurador da República, Marcelo Lôbo,  prepara a denúncia contra o ex-governador e deve encaminhá-la à Justiça, exatamente porque Vilela perdeu o fórum privilegiado que tinha. A acusação é de corrupção.

No processo inicial contra outros envolvidos com Zuleido Veras, da empreiteira Guatama,  o jex-governador fora citado como um dos beneficiados em um caso de propina. Ele teria recebido R$ 500 mil, conforme gravação que fora ao ar pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Teleisão, quando 49 pessoas foram presas.  O esquema da quadrilha consistia em superfaturar obras previstas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

Em Alagoas a  Polícia Federal investigou irregularidades na obra de macrodrenagem do Tabuleiro do Martins e acusou um superfaturamento de R$ 14 milhões.

À época o governador negou qualquer envolvimento com a Operação Navalha, que foi deflagrada pela Polícia Federal em 2007, mas logo se protegeu contra a investigação na Assembleia Legislaiva. Já em 2012 a então ministra do STJ, Eliana Calmon disparou contra o foro privilegiado de autoridades, alegando que esse era um caminho para impunidade.

Teotônio Vilela Flho terá então que trabalhar e muito para se livrar do processo. Se imaginava que viveria a flanar depois de 8 anos no governo estadual, terá, obviamente, que adiar os planos.

Mas, como ainda é um homem de poder e posses, a chance de sair ileso dos golpes da “navalha” é real. Para isso é que sempre estarão à disposição bons e caros escritórios de advocacia.

 

 

3 Comentários

  1. Ester Borges disse:

    É assim,né? Nossos políticos alagoanos! Collor na Lava Jato, Paulão do PT na. Taturana, joao Caldas na sanguessuga, outros no gabiru… É assim, a nossa política.

  2. dijane ramos disse:

    ….. se gritar pegar ladraõ…mão fica um meu irmaõ….

  3. Então começa a cair a máscara do homem que se escondeu para naoser processado. A verdade tarda mas não falha.

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