5 de novembro de 2015 • 11:05 am

Maceió

Nonô revela o descaso e a incompetência na Prefeitura de Maceió

Em entrevista dura e corajosa, Secretário revelou o caos da Secretaria de Saúde por absoluta falta de gestão

Por: Da Redação
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Uma entrevista dura e reveladora do Secretário Municipal de Saúde, José Thomás Nonô, expôs todo o descaso, incompetência e falta de gestão do governo Rui Palmeira (PSDB) na área da saúde. Para inicio de conversa disse que nos primeiros dias que assumiu a pasta teve que despachar no auditório, por que há 8 meses o elevador do prédio estava quebrado. “Consertei há três dias”, declarou.

Nonô: a verdade revelada.

Nonô: a verdade revelada.

À entrevista dada ao programa Cidadania do radialista França Moura, Nonô deixou claro que há sim dinheiro curto na pasta, mas que o maior problema foi de gestão. E citou como exemplo o fato de o Centro Cirúgico do Pam Salgadinho está fechado há três anos simplesmente por falta do “foco cirúrgico”, que vem a ser uma lâmpada que ilumina a mesa de pequenas cirurgias.

No mesmo Pam Salgadinho disse que encontrou o Laboratório Clínico – Laclin- Fechado há mais de dois anos por falta de reagente químico para a realização de exames. O pior, disse, é que nos relatórios apresentados tudo na área da saúde funciona às mil maravilhas, mas quando se vai vê na prática nada é real. Isso ocorre, segundo ele, por que há na gestão municipal uma infinidade de “fazedores de média” que costumam dizer uma coisa e na realidade é outra.

O caos no Pam chegou a tal ponto, constatou o secretário, que “os banheiros estão inservíveis” e todo o telhado prestes a cair. Ele disse que conversou com muitos médicos e considerou que eles têm razão em muitas coisas. Destacou que em uma conversa com uma médica ouviu que ela fazia exames com as pacientes completamente nuas, por que faltavam batas para vestí-las. “Isso é falta de gestão”, repetiu Nonô.

O quadro da saúde na gestão de Rui Palmeira é tão caótico que o secretário não soube responder quantos postos de saúde tem o município. Preferiu dizer que o importante agora é saber “quantos estão funcionando”.

Ele disse ainda que espera superar essas dificuldades com o apoio e o espírito público dos servidores municipais, que, reconhece, precisam ser motivados. Observou que em conversa com os médicos sentiu e ouviu depoimentos de muitos que querem que a greve termine, mas entende que o município precisa dar resposta motivacionais.

No embate com os médicos, no inicio da greve no Pam, o próprio prefeito Rui Palmeira foi à imprensa dizer que a greve só estava existindo por que ele havia colocado o ponto eletrônico no posto. Depois desse depoimento do secretário Nonô, a verdade tornou-se ainda mais cristalina.

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