17 de novembro de 2015 • 11:42 am

Justiça

TJ acolhe em parte denúncia contra Toninho Lins e desembargadora pede prisão dele

O Julgamento continua no pleno do Tribunal.

Por: Da Redação
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A competência do advogado Adriano Soares prevaleceu no julgamento do prefeito de Rio Largo, Toninho Lins, nesta terça-feira, 17, no pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas.  Ele não só descaracterizou a denúncia do Ministério Público, que segundo ele, teria fatiado as demandas contra o prefeito e alegou que os contratos assinados, ditos irregulares, foram feitos pela antecessora do prefeito Maria Elisa Alves da Silva, quando exerceu o mandato de prefeita.

Toninho Lins é acusado de fazer contratações ilegais para a coleta do lixo em 2014. Os contratos, segundo o procurador de Justiça, Sérgio Jucá, chegam a quase R$ 3 milhões. Ele acusou o município de está dominado pela corrupção há 20 anos. No contraponto, o advogado Adriano Soares disse que “de fato existem muitos processos contra Antonio Lins – Toninho Lins – mas por obra e graça do Ministério Público, que fatiou as demandas”.

O desembargador relator, Sebastião Costa, também questionou o Ministério Público, quando afirmou que ” diz-se genericamente que o prefeito contratou empresas pertencentes ao mesmo grupo familiar, mas não se diz em nenhum momento que o prefeito tinha conhecimento disso”. O relator, portanto, votou contra o afastamento do prefeito e negou o pedido do MPE de indisponibilidade dos bens do mesmo.

No entanto, a juiza Elzabeth Carvalho, embora tenha acompanhado o voto do relator, acrescentou em seu voto um pedido de prisão do prefeito. O julgamento continua agora com um fato novo por mais paradoxal que sejam as decisões.

 

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