1 de março de 2016 • 12:10 pm

Política

Pressionado, Toninho Lins renuncia ao cargo de prefeito de Rio Largo

Envolvido em vários processos judiciais, a maioria por improbidade, ele diz que não tem conseguido exercer efetivamente o mandato e protocola pedido de renúncia na Câmara Municipal Vereadores

Por: Fátima Almeida
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Toninho lins: renunciou

Toninho lins: renunicou.

Denunciado em várias ações ajuizadas pelo Ministério Público Estadual e Federal, desde o seu primeiro mandato como prefeito de Rio Largo, e afastado do cargo inúmeras vezes, por decisão da Justiça, Toninho Lins (PSB) desistiu do cargo para o qual foi eleito pela segunda vez,em 2012. Na manhã desta terça-feira (1) ele protocolou, na Câmara de Vereadores do Município, seu pedido de renúncia.

Em seu lugar, assume, agora em caráter definitivo, a vice-prefeita Maria Elisa, que na verdade tem estado mais no exercício do cargo do que o próprio prefeito.

No seu primeiro mandato (2008-2012), Toninho também não conseguiu se manter no cargo até o fim. Foi afastado pela Justiça, e teve que passar a cadeira para a então vice-prefeita Fátima Correia, que concluiu o mandato, e com quem rompeu politicamente.

Nas eleição de 2012, eles se enfrentaram nas urnas. Toninho venceu a eleição e ‘Doutora Fátima’ acabou em terceiro lugar.

No segundo mandato, Toninho enfrentou problemas com a Justiça desde o começo, ainda remanescências do mandato anterior, que, no entendimento dos adversários, o tornariam inelegível. Assumiu o cargo, amparado por medida liminar, e desde então tem travado novas batalhas recheadas de idas e vindas para se manter no cargo.

A mais recente, ele perdeu em meados de fevereiro. Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, a Justiça determinou o afastamento do prefeito pelo prazo de 180 dias, por improbidade administrativa – supostas irregularidades na contratação de transporte escolar; no recolhimento de contribuições previdenciárias e na execução de convênios com recursos federais.

No documento-renúncia Toninho Lins afirma que não tem conseguido exercer as funções inerentes ao cargo, devido às decisões judiciais que o têm mantido afastado do cargo, e queixa-se de não ter tido direito à presunção da inocência.

 

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