1 de julho de 2015 • 10:45 am

Maceió

Trabalhadores rurais realizam ato pela desapropriação de terras de João Lyra

De acordo com levantamento feito pelos movimentos, o empresário, que já foi considerado um dos homens mais ricos do país e comandava um conjunto de 5 usinas de açúcar em Alagoas e em Minas Gerais, hoje é alvo de 276 ações judiciais, a maior parte relativa a reclamações trabalhistas.

Por: Da Redação com Assessoria
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Trabalhadores  rurais concentrados na Praça dos Martírios (Foto: Gustavo Marinho)

Trabalhadores rurais concentrados na Praça dos Martírios (Foto: Gustavo Marinho)

Trabalhadores rurais ligados aos movimentos MLT, MTL, MST, MUPT, MVT e Terra Livre realizam, daqui a pouco, uma marcha unificada pelo Centro de Maceió, para exigir a desapropriação de terras que integram a massa falida do Grupo João Lyra, em favor da reforma agrária em Alagoas. Eles se concentram, desde o início da manhã, na Praça dos Martírios, em frente ao antigo palácio, de onde sairão em caminhada.

Os Sem Terra denunciam a dívida do grupo liderado pelo empresário e ex-deputado federal João Lyra (PSD), que teve sua falência decretada há 7 anos, devendo aos governos federal e estadual, ex-funcionários e outros credores, cerca de R$ 2,1 bilhões. E exigem a desapropriação das terras em benefício dos trabalhadores rurais. De acordo com levantamento feito pelos movimentos, o empresário, que já foi considerado um dos homens mais ricos do país e comandava um conjunto de 5 usinas de açúcar em Alagoas e em Minas Gerais, hoje é alvo de 276 ações judiciais, a maior parte relativa a reclamações trabalhistas.

Eles defendem que as terras integrantes da massa falida sejam destinadas ao assentamento das famílias acampadas no Estado. De acordo com lideranças dos Sem Terra, atualmente, cerca de 5 mil famílias estão acampadas nas áreas das usinas Guaxuma, Uruba e Laginha.

“Unificamos nossas bandeiras hoje para mais uma vez apontar a reforma agrária como a alternativa de vida digna para quem vive no campo e na cidade. Exigimos, além do assentamento dessas famílias acampadas nas usinas, o pagamento das dívidas trabalhistas aos antigos funcionários da usina e o imediato ressarcimento das dívidas aos cofres públicos”, diz José Roberto, do MST.

Na avaliação de Rafael Simão, do MTL, a desapropriação das terras do Grupo João Lyra para o assentamento de famílias Sem Terra, resolveria parte dos problemas da reforma agrária em Alagoas. “Essa é uma importante ação política coletiva para a conquista dessas terras. Para evitar o despejo das famílias acampadas e possibilitar que a gente possa permanecer lá, produzindo alimentos saudáveis e proporcionando uma vida digna para homens e mulheres”, finalizou Rafael.

* Com assessoria

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