31 de agosto de 2017 • 7:41 am

Cotidiano

Transporte público: um martírio para a população, diz pesquisa

Segundo a pesquisa, o serviço representa o quarto maior problema da população.

Por: Da Redação
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Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (ANTU) indica que o transporte público é o quarto maior problema das cidades do País, ficando atrás apenas da violência e segurança, saúde e desemprego.

A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira, 30, e 61,1% das pessoas entrevistadas responsabilizam o poder público pela desqualificação do serviço à população.

O levantamento traçou um perfil da mobilidade urbana nas capitais e grandes cidades e foi apresentada durante o Seminário Nacional NTU 2017 & Transpúblico, realizado em São Paulo.

Transporte público: o caos
Foto: Marcos Antônio / Secom Maceió

Ainda segundo a pesquisa realizada pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU), em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 59% dos entrevistados se deslocam todo dia e 53,3% estão se deslocando para ir ao trabalho, dos quais 45,2% fazem isso de ônibus. O estudo mostra ainda que 38% deixaram de utilizar o ônibus e 35,85 passaram a usar o carro. Entretanto, 62,6% estariam dispostos a voltar a se deslocar de ônibus caso os valores das tarifas fossem mais baixos e houvesse rapidez na viagem e flexibilidade para as opções de volta.

Quando questionados sobre a gratuidade das tarifas, 53,3% disseram não ter acesso à prioridade e entre aqueles que têm, 47,4% consideram a medida boa. Com relação à gratuidade, 50,9% sabem que o custo recai sobre os outros usuários, e 86,9% concordam com o benefício.

De acordo com o presidente da NTU, Otávio Cunha, a pesquisa mostra que as redes de transporte urbano não estão atendendo as necessidades de deslocamento da população e precisam ser melhoradas com investimentos em infraestrutura e com prioridade para o transporte público.

“A questão das faixas seletivas, por exemplo, são um investimento barato. Não é só fazer a faixa e requalificar o serviço convencional. É colocar uma faixa para dar velocidade, reduzir os tempos de viagem, fazer pontos de parada mais civilizados e dar confiabilidade na viagem”, disse.

Segundo Otávio Cunha, muitas cidades estão fazendo investimentos em faixas seletivas, mas não ainda de forma que a população perceba as melhorias. “Está claro que pode se ter ganho significativo de aumento de velocidade quando o ônibus trafega livre. E é muito fácil identificar em cada município os principais corredores de escoamento onde há adensamento de veículos e o ônibus disputando espaço com o automóvel”.

Para Cunha ao reduzir o custo do serviço, a tarifa também é reduzida, atraindo nova demanda e novamente a tarifa pode ser reduzida, reproduzindo o ciclo.

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