15 de julho de 2016 • 3:26 pm

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Três delegados da PF são presos por corrupção. Um era ativista do MBL

Primeiro o Japonês, agora delegados federais que vão presos como corruptos

Por: Da Redação
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Ora veja só. Depois do famoso japonês da Polícia Federal, preso por corrupção, agora é a vez de três delegados federais serem presos pela mesma razão. São corruptos que estavam fraudando a previdência. Um deles participava de um certo Movimento Brasil Livre contra a corrupção. Esteve em passeatas e manifestações convocadas pela organização.

Trata-se do delegado Rodrigo Leão. Era ele um ativista nas manifestações contra a Presidente Dilma Rousseff. No dia 13 de março desse ano estava ele fazendo postagens no perfil do Facebook contra a corrupção, contra o governo. De repente, eis que o delegado é preso como corrupto.

Delegado Leão posando de honesto em manifestação.

Delegado Leão posando de honesto em manifestação.

Os outros delegados presos são o ex-chefe da Deleprev, Ulisses Francisco Vieira Mendes, atualmente aposentado, e Carlos Bastos Valbão, da mesma unidade que Leão. Ao todo, foram presas 13 pessoas na Operação Inversão, da Polícia Federal.

De acordo com a PF, eles serão indiciados e responderão, na medida de suas participações, por crimes de corrupção ativa e corrupção passiva.

A apuração do caso começou em agosto do ano passado, após a PF ter sido informada sobre o pagamento de propinas a delegados – lotados na Delegacia de Crimes Previdenciários (Deleprev), da Superintendência da Polícia Federal – que se comprometiam a interromper as investigações sobre fraudes em várias agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) envolvendo valores que atingiam R$ 50 mil por dia.

Segundo o Ministério Público Federal, em um dos casos, o dono de uma consultoria, Marivaldo Bispo dos Reis, o Miro, que está entre os detidos, teria pago aos policiais de R$ 500 a R$ 800 mil. Quatro pessoas ligadas a ele também foram intimadas a prestar esclarecimentos.

Um dos policiais acusados é o ex-chefe da Deleprev, Ulisses Francisco Vieira Mendes, atualmente, aposentado. Os outros dois delegados da mesma unidade são: Rodrigo Cláudio de Gouvea Leão e Carlos Bastos Valbão.

Foram presos também os intermediários Moisés Dias Morgado, Dorival Donizete Correa, Maria Lúcia Ribeiro, José Carlos da Rocha e Manoel Carlos da Silva. Um dos nomes com pedido de prisão é o advogado de Miro, Cláudio Ademir Mariano, que está foragido.

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