9 de novembro de 2016 • 8:22 am

Blogs » Marcelo Firmino

Trump: da xenofobia, racismo, ao desprezo pela liberdade de expressão

De volta ao passado. no mergulho incerteza para todos os povos

Por: Marcelo Firmino
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

A nova ordem mundial na seara política está conduzindo a humanidade a caminhos tortuosos, para os quais grande parte das nações não têm parado para medir as consequências.

A onda de fortalecimento de filosofia de direita no mundo, com desprezo aos valores da democracia, põe a todos numa encruzilhada, onde  xenofobia, racismo, isolacionismo e desprezo à liberdade de expressão pontuam como marca de uma cultura em que os atores e seguidores fazem dos próprios interesses imediatos a razão do viver, do bem estar do próprio entorno.

A pregação dessa filosofia foi feita de forma histriônica pelo biolionário Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos. Com seu discurso de terror, voltado apenas para os filhos do Tio Sam, ele derrotou não apenas a candidata democrata, Hillary Clinton, mas o presidente da República, Barack Obama.

Trump: o mar de incertezas

Trump: o mar de incertezas

E agora, como será o amanhã com essa fera no poder? Estaríamos de volta ao passado com o mergulho de incertezas para todos os povos?

O mar de incertezas pelo que disse e pratica Trump fez com que o jornalista Josias de Souza, do Uol, lembrasse do ataque terrorista de 11 de setembro, em seu blog, dizendo o seguinte:

“Donald Trump é equiparável ao histórico ataque terrorista. A diferença é que, dessa vez, os americanos dispensaram o inimigo externo, produzindo um inusitado autoataque —uma espécie de trumpicídio”.

Talvez o colunista tenha exagerado na dose, mas certamente cientistas políticos e sociais terão muito o que estudar sobre a vitória de Trump e a nova ordem mundial vigente, onde o outro não faz a mínima diferença quando está em jogo o status quo de quem preza pela dominação e ama acima de tudo o ter e as estruturas de poder.

O mundo hoje parece menor e pior ainda: parece às avessas. Que a vitória de Trump não nos remeta ao passado, bem antes do sonho do iluminiso que motivou a independência americana. Do sonho das ideias de John Locke, o filósofo inglês que, no século XVIII com base em ideais progressistas, inspirou a luta pela independência americana, defendendo leis naturais do contrato entre governantes e governados, da autonomia entre poderes de Estado, do direito às manifestações, revolta e outras, consideradas pontos básicos da liberdade humana.

Tudo que hoje Trump prega ao contrário.

Ou seja,  autonomia dos povos, direitos sociais respeitados, liberdades democráticas, a partir de agora, tudo passa a ser uma verdadeira incógnita.

Lá e cá.

 

 

 

Deixe o seu comentário