10 de Março de 2017 • 7:50 am

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TSE quer acabar com a força dos evangélicos no processo eleitoral

Segundo Gilmar Mendes, hoje só quem tem dinheiro são as igrejas e por isso deve caçar

Por: Marcelo Firmino
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Terno e gravata, bíblia na mão, garganta afinada e língua afiada para fazer “milagres” ou “chover” dinheiro, uma grande parcela dos evangélicos no País descobriu que a mistura da política com a religião é o melhor caminho  para as riquezas almejadas.

Tanto é assim que no Congresso Nacional hoje existe  a Frente Parlamentar Evangélica, a partir de uma grande bancada de 181 deputados  na Câmara Federal e mais 4 senadores. Ao ponto de muitas vezes os parlamentares realizarem cultos dentro do auditório Nereu Ramos no próprio Poder.

A mistura já gerou um conteúdo político frenético, irrigado com um caldo de cultura  que vai desde “a cura gay” até a redução da maioridade penal. O que, naturalmente, vem chamando a atenção da sociedade e já desperta  instituições como o Tribunal Superior Eeleitoral (TSE). Se ainda não do pleno como um todo, mas, principalmente, do seu presidente o polêmico ministro Gilmar Mendes.

Mendes deu declarações nesta quinta-feira, 9, que o Tribunal estaria estudando uma forma  para bloquear a influência das igrejas no processo eleitoral brasileiro.

Pelo que disse o ministro, a ideia passa por uma cláusula, onde a corte eleitoral possa estabelecer limites na relação entre a religião e cargos eleitorais, principalmente quando envolve dinheiro.

Isso remete a facilidade com que os pastores têm de arrecadar dinheiro entre os fiéis “para as obras de Deus” e agora com a suspeita de  setores do TSE, de que essa arrecadação acaba sendo usada para garantir eleições.

A força das igrejas nas eleições

O ministro fez questão de destacar: “Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne 100 mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para caçar isso”.

Mas não só isso. Ele também sabe que hoje a Frente Parlamentar Evangélica reina absoluta na Câmara dos Deputados e que foi ela uma das principais responsáveis pela eleição  do ex-deputado Eduardo Cunha – hoje cassado e preso – como presidente da Câmara.

Em 2018, quando a sociedade voltará às urnas para eleger deputados, senadores, govrnadores e presidente da República, a bancada evangélica deverá ser ainda maior, uma vez que as igrejas avançam no País. O último censo realizado pelo IBGE diz que os evangélicos crsceram 61%.

Embora ministro, mas totalmente político vinculado ao tucanato nacional, Gilmar Mendes, de repente, se assusta com os evangélicos. Sua primeira ideia, colocar um freio nessa seara. Obviamente que os políticos do bloco e seus fiéis vão reagir e o barulho será ouvido em todos os templos.

Depois de tudo isso, só resta saber uma coisa: Quem vai colocar o guizo no gato?

 

 

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