16 de agosto de 2016 • 8:15 am

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Tucanos acusam Meirelles e querem de Temer ‘medidas impopulares’

O poder em 2018 é o pano de fundo das acusações do tucanato contra ministro da Fazenda

Por: Marcelo Firmino
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A velha máxima da política brasileira – quem está dentro não quer sair e quem está fora quer entrar –  é recheada de exemplos e a votação do impeachment no País reflete isso,  mais uma vez.

A oposição queria o poder não conseguiu nas urnas e o encontrou por uma via transversa, digamos assim. Enfim, agora tem o poder e de tudo fará para não largá-lo. Que o digam os tucanos brasileiros…

Imagine que o PSDB tem hoje no governo Temer três ministérios. Da Justiça,  das Cidades e o do Exterior. Uma considerável fatia do poder para acalantar todos os sonhos do tucanato. Mas não é bem assim.

Hoje os tucanos querem mais. Sem fazer esforço, querem o aval do Planalto para a sucessão em 2018 com direito a máquina e sem atropelos.

Tanto é assim que esta semana tucanos e assessores do presidente interino andaram se estranhando na imprensa nacional, com  direitos a críticas duras do senador Aécio Neves (PSDB-MG), guru do tucanato, ao ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que não é só um técnico. É político também. Tanto é que está filiado ao PSD de Gilberto Kassab.

Aécio acusou Meirelles de estar usando o cargo de forma eleitoreira para fortalecer a ideia da reeleição de Temer em 2018, como foi proposto pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM_RJ). Com Aécio fizeram couro outros líderes do partido.

A insurgência do PSDB contra Meirelles se deu quando o senador mineiro disse que Henrique Meirelles estaria flexibilizando a juste fiscal em função das eleições. Para ele, a motivação é viabilizar um candidato do PMDB em 2018. Em função disso, cobraram de Temer medidas impopulares, a pretexto de consolidar o ajuste fiscal para o bem da economia nacional.

Ou seja, é o faça o que eu digo…

As medidas impopulares, naturalmente, vão sobrar para alguém. E desta forma não seria para os tucanos

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