11 de abril de 2016 • 8:07 am

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Um homem que não podia andar armado mata um militar. E como fica?

Ou a histeria de um povo que quer andar armado “para matar bandidos”

Por: Marcelo Firmino
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Um capitão da Polícia Militar  morto em combate e o acusado de matá-lo dizendo que atirou por que o confundiu com um bandido que estaria invadindo um domicílio. Isso dito em depoimento na delegacia.disparo-de-arma-de-fogo (1)

Uma declaração estranha que requer esclarecimentos das partes. Se o capitão Rodrigo Moreira Moreira, de 32 anos, estava em uma viatura caracterizada da Polícia Militar e, ainda fardado, confundí-lo neste caso seria uma alegação estúpida.

Se estava em carro não oficial, placa fria, e à paisana, a confusão seria possível. Cabe as autoridades a explicação dessa história ocorrida no sábado, 09, bairro de Santa Amélia, em Maceió. Em qualquer situação o que se tem é uma perda irreparável. Uma vida que tomba devido a violência.

O que se tem é que  Agnaldo Lopes de Vasconcelos, de 49 anos, alegou, em depoimento na sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que disparou contra o policial por confundi-lo com um bandido. O que se sabe é que o capitão participava de uma operação na Santa Amélia com outros três policiais que sairam ilesos. Os detalhes sobre a operação e o tipo de abordagem feita devem ser esclarecidos pela investigação.

Os militares informaram que a guarnição tentava localizar suspeitos de ter roubado um aparelho celular. O equipamento possui rastreador e os policiais conseguiram achar o imóvel pelo monitoramento. Na casa, o capitão Rodrigues chamou o dono pelo muro e foi recebido à bala. A PM acredita que o proprietário do imóvel não reconheceu a viatura, tampouco o militar que o chamou. Se não reconheceu, supõe-se que havia disfarces.

O certo é que um cidadão, senhor Agnaldo Lopes de Vasconcelos, que não era autoridade do meio policial estava armado. E isso remete ao fato de que grande parte da população na atualidade, a pretexto de se defender contra os bandidos, quer andar armada.

O caso denota, mais uma vez, o perigo que é a arma na mão de quem não tem competência legal para usá-la.

Resultado, o atirador disse ao delegado que cofundiu os policiais com os bandidos que invadiam uma residência. E agora o que os policiais estão a dizer do responsável pela morte do capitão? Quem é ele de fato, para andar armado pela cidade?

Que tudo se esclareça na forma da lei.

 

 

 

2 Comentários

  1. Bruno Moura disse:

    Não tô defendendo o cidadão, mas, vamos lá: Vc colocou “quem é ele para andar armado ?” ele não poderia, justamente por isso não andava armado, ele não foi pego andando armado no meio da rua, ele tem o registro da arma, com isso pode ter sua arma legalmente EM CASA, só em casa, onde justamente ele estava. todo cidadão deve ter o direito de defender sua casa, sua família. Toda constituição prevê isso. Um outro ponto é que a sociedade já se posicionou quanto a isso no referendo de 2005, a população quer o direito a arma de fogo sim. e vcs não deve desmotivar a população a ter arma de fogo, por esse episodio, pois se fosse assim vcs deveriam desmotira as pessoas a dirigir, pois vez ou outra tem bebados no volante matando inocentes.

  2. Gabriel disse:

    No caso do capitão,muitos fatos ainda têm que ser esclarecidos, senão vajamos: Porque o capitão teria feito uma abordagem escalando o muro de uma residência à noite? Ele tinha mandado de busca e apreensão? Se tivesse, porque a ação não teria sido feita pelo dia? Esses questionamentos devem ser esclarecidos, embora nada se justifique mais um assassinato em nossa capital.

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