11 de junho de 2015 • 11:35 am

Política

Vereadores aprovam empréstimo de R$ 257,2 milhões para o governo de Rui

Dinheiro será usado às vésperas da eleição para prefeito. A vereadora Heloísa Helena votou contra, mas até o vereador do PT foi a favor.

Por: Da Redação com Assessoria
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterEmail this to someone

Em um ano pré-eleitoral, a Câmara Municipal de Maceió foi de uma imensa generosidade com o prefeito Rui Palmeira (PSDB) ao aprovar empréstimos dolarizados para a Prefeitura da cidade, na ordem de R$ 257, milhões. O governo Rui só tem até junho do próximo ano, de acordo com a legislação eleitoral, para investir o dinheiro. Os recursos deverão ser captados junto ao BNDES e ao Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Para que o prefeito tivesse a possibilidade de contratar essa dinheirama em uma conjuntura econômica completamente desfavorável para qualquer gestão, os vereadores da capital fizeram duas sessões extraordinárias logo após a sessão normal desta quarta-feira, 10.

As mensagens foram enviadas à Câmara no dia 9 de abril e após a tramitação nas comissões permanentes da Casa foram submetidas ao Plenário. O Executivo solicita financiamentos no valor de U$ 170 milhões e, além das duas instituições financeiras, há também uma negociação junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

No caso do Banco de Desenvolvimento da América Latina, o valor é de U$ 70 milhões e será usado na revitalização urbana da Capital, como obras de infraestrutura na parte alta da cidade e também em ações de mobilidade. Já junto ao BNDES, o montante chega a quase R$ 36 milhões e 700 mil, recursos que devem ser aplicados na modernização da gestão pública, sobretudo, na área de finanças.

As mensagens foram aprovadas por 16 votos a um, sendo o contrário da vereadora Heloísa Helena. Segundo ela, apesar de reconhecer que as iniciativas em infraestrutura são necessárias e essenciais, é preciso entender que os empréstimos comprometem ainda mais as limitadas verbas disponíveis pela Prefeitura. “É do mesmo montante que sai para a Educação, para a Saúde, que vão sair também os valores para o pagamento das parcelas dos empréstimos. Portanto, não posso concordar em apertar ainda mais as finanças”, justificou.

 

 

Deixe o seu comentário