1 de junho de 2015 • 7:44 am

Política

Zé Dirceu fatura R$ 29 milhões e passa a ser alvo da operação Lava jato

PMDB vai convocar ex-ministro para depor na CPI da Petrobrás e quer a quebra de sigilo bancário e fiscal dele

Por: Da Redação
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Brasil – O ex-ministro José Dirceu é o novo nome suspeito da Operação Lavajato. A empresa dele, JD Consultoria, foi acusada no esquema de receber R$ 29 milhões com a prospecção de negócios fora do País.Em função disso, parlamantares do PMDB na CPI da Petrobrás vão pedir nesta segunda-feira, 01, a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro.

Dirceu foi acusado depois que exxtratos bancários obtidos junto a investigados da Lava Jato revelaram o faturamento da empresa. O caso é de suspeição. O faturamento pode ter sido legal, mas os peemedebistas, aliados do governo, querem uma investigação mais profunda sobre os extratos e vão convocar Dirceu para depor na CPI.

Os extratos revelam que  em 2013, quando Dirceu já estava cumprindo pena em regime semiaberto no Complexo Penitenciário da Papuda, como sentenciado do mensalão, a JD Consultoria faturou R$ 4,1 milhões. Na lista de clientes dele estão empresas como OAS, UTC, Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, todas alvos da operação.

No início de maio, houve uma tentativa de apreciação de requerimentos relacionados a quebras de sigilo de Dirceu, mas o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), teve dificuldade para aprová-los após uma forte mobilização do PT contra a investigação do ex-ministro. Agora, segundo informações de membros do colegiado, o deputado paraibano pretende abrir uma nova frente para conseguir investigar o ex-ministro. Parlamentares querem saber se Dirceu atuou como uma espécie de operador do PT no esquema de corrupção que impôs perdas bilionárias à Petrobras.

Membros da CPI acreditam ser imprescindível ouvir o ex-ministro, principalmente após a prisão do lobista da Engevix, Milton Pascowitch, na manhã de 21 de maio. Segundo as investigações, Pascowitch pagou R$ 1,4 milhão à JD Consultoria, empresa do ex-ministro, além de R$ 1,2 milhão para o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, os repasses à JD Consultoria foram realizados por meio da Jamp Engenheiros Associados, empresa considerada de fachada pelo Ministério Público Federal (MPF). A Jamp recebeu, entre 2004 e 2013, R$ 104 milhões das empresas integrantes do clube de empreiteiras que operava fraudes, por meio de propina, em licitações na petrolífera.

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