8 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
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Abstinência contra a gravidez precoce? Não funciona

Podem perfumar, tentar dar um verniz sociológico, antropológico, o escambau!

Mas a melhor definição de conservador é “gente que não sabe o que é orgasmo e quer impor essa frustração ao conjunto da sociedade” (EU MESMO, 2020).

Ou, então, quem não sabe lidar com os traumas de infância que carregam e não buscam tratamento.

O maior exemplo disso, na atualidade, é a tal ministra Damares, dos Direitos Humanos.

Abstinência sexual como forma de combater a gravidez na adolescência, ministra? Piada.

Que tal, no lugar disso, educar? Garanto à senhora que, além da gravidez na adolescência, vamos também reduzir o índice de abusos sexuais. Isso é fato e consenso entre especialistas de diversas áreas.

O assunto já foi estudado pelo professor de sociologia da Universidade de Massachusetts (EUA), Anthony Paik. A conclusão é que a maioria dos jovens que dizem ser abstêmios não cumpre a promessa. O estudo pode ser acessado AQUI.

Além disso, aqueles que se comprometeram a adiar o início da vida sexual e não conseguiram tinham mais risco de engravidar e contrair HPV.

No outro lado, jovens que não pensam na abstinência como meio de prevenção tendem a ter mais informações sobre sexo e acerca de métodos anticoncepcionais.

Infelizmente, o moralismo e a hipocrisia só atrapalham qualquer bom trabalho nesse sentido. Por exemplo, quando se fala em aulas de educação sexual nas escolas, a plebe ignorante faz barulho por acreditar que as crianças do maternal terão aulas práticas do kama sutra.

No ensino fundamental e médio, a grade curricular engloba o incentivo à homossexualidade. Ao chegar à universidade, é todo mundo nu. Pior, que não estou exagerando.

O equilíbrio, a ciência e a educação. Não é a moralidade fajuta religiosa que deve ser o caminho. No Brasil, em artigo, o doutor Dráuzio Varela, faz um alerta sobre isso.

“Nenhum especialista é contrário a que se adiei o início da vida sexual. Para viver uma sexualidade plena é necessário autonomia, e é difícil imaginar que adolescentes muito jovens possam desenvolvê-la em sua plenitude. O que a maioria afirma é que essa não pode ser a única estratégia de redução da gravidez precoce, pois não serve para todos”.

Paz.

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