8 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Justiça

Alexandre de Moraes suspende perfis de bolsonaristas nas redes sociais

Roberto Jefferson, Luciano Hang, Sara Winter e outros alvos de inquérito das fake news tiveram contas tiradas do ar

Empresários, políticos e outros influenciadores que apoiam o presidente Jair Bolsonaro tiveram suas contas suspensas no Twitter e no Facebook nesta sexta-feira.

Por determinação do do ministro do STF,  Alexandre de Moraes, elas foram tiradas por causa de ameaças e disseminação de notícias falsas contra integrantes do STF.

Sara era uma militante feminista de esquerda e chegou a castrar um boneco de Bolsonaro, mas mudou de time

Entre os donos das contas afetadas, estão o o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), Sara Giromini (conhecida como Sara Winter), o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang, o dono da Havan. Todos são alvos de investigação no âmbito do inquérito das fake news.

“Infelizmente é a pior corte do Supremo que se tem notícia. Ela é tão ruim que ‘chutou’ o Art. 5º da Constituição: ‘Todos são iguais perante a lei’. Não há ninguém aqui que não esteja assinando o que diz. Nós estamos sendo obrigados a ter licença do Supremo, estamos sendo censurados pelo Supremo, contra a Constituição”. Roberto Jefferson, em entrevista à CNN.

Roberto Jefferson, em postagem recente

Também foram afetados:

Edgard Corona (da rede de academias Smart Fit) e Otávio Fakhoury, o blogueiro Bernardo Küster, Edson Salomão (chefe de gabinete do deputado estadual Douglas Garcia, do PTB em SP), o militante do PSL Eduardo Fabris Portella, o youtuber Enzo Momenti, os monarquistas Marcelo Stachin e Rafael Moreno, Marcos Bellizia (porta-voz do movimento Nas Ruas), o empresário Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro (assessor de Douglas Garcia), o humorista Reynaldo “Rey” Bianchi e o youtuber Winston Rodrigues Lima, conhecido como comandante Winston.

Em nota da assessoria de imprensa, o Twitter afirma que “agiu estritamente em cumprimento a uma ordem legal proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF)”. O Facebook afirma que “respeita o Judiciário e cumpre ordens legais válidas”.

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