11 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Apesar de estudos mostrando ineficácia e perigo, Cabo Bebeto volta a defender hidroxicloroquina contra Covid-19

Deputado disse que não viu nenhum estudo comprovando que as pessoas estão morrendo devido ao uso da droga. Nem mesmo aquele com 96 mil pacientes e que levou ONU e outros países a desistirem do medicamento

O uso das substâncias cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19 foi novamente defendido pelo deputado Cabo Bebeto (PSL), em pronunciamento durante a sessão ordinária desta quinta-feira (28).

“Já começaram o tratamento com a hidroxicloroquina? Os medicamentos estão sendo utilizados em casos leves, se o médico prescrever? Qual o protocolo para o paciente ter acesso a essa medicação? A Sesau já emitiu nota informando o novo protocolo? Qual o protocolo está sendo utilizado para informar os familiares sobre notícias dos pacientes?”. Cabo Bebeto (PSL), deputado.

Segundo Bebeto, muitas pessoas enviam reclamações, informando que, mesmo com a prescrição médica, o Estado não está entregando o remédio, apesar de o Governo ter dito, reiteradas vezes, que autorizou o uso da medicação.

“A Sociedade Alagoana de Infectologia, com todas as suas prerrogativas, adota o argumento de que não se tem eficácia comprovada (no uso da cloroquina), mas vamos deixar as pessoas morrerem sem ao menos tentar salvá-las?”. Cabo Bebeto.

Ele contra-argumentou que também não viu nenhum estudo comprovando que as pessoas estão morrendo devido ao uso da droga.

No entanto, uma pesquisa com 96 mil pacientes publicada na revista The Lancet diz que o uso desse medicamento pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia.

Por causa disso, a ONU e outros países já suspenderam os testes com hidroxicloroquina em suas pesquisas para avaliar um tratamento contra o coronavírus, após a publicação de um estudo sobre os riscos do remédio.

Ou seja: segundo estudos científicos, o remédio não é recomendável nem mesmo como uma tentativa de resgate, já que ele aumenta as chances do paciente morrer.

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