3 de junho de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Associação Comercial de Maceió compreende preocupação, mas pede mais atividades retornando após dia 5

Associação vai discutir quais seriam as atividades que poderiam retornar após o fim desde decreto

Após a prorrogação do decreto de emergência em Alagoas, Kennedy Pinaud Calheiros, presidente da Associação Comercial de Maceió, comentou em vídeo sobre os impactos do setor, que passará mais algumas semanas em dificuldades enquanto a população luta para conter o avanço do vírus.

E, segundo Kennedy, ficou acertado discutir diariamente, tanto com o Governo do Estado, quanto com a Prefeitura de Maceió, quais seriam as atividades que poderiam retornar após o dia 4. E enfatizou: com responsabilidade, protesto jamais.

Confira a nota de forma integral

Atendendo aos pedidos da maioria dos seus associados, a Associação Comercial de Maceió vem a público opinar sobre o decreto estadual do dia 20 de abril que manteve parte do comércio alagoano fechado até o próximo dia 5 de maio, mas que deu indicativos para uma reabertura gradual.

Compreendemos a preocupação das autoridades sanitárias mundiais, ao mesmo tempo em que percebemos a dor e o drama de milhares de empreendedores, em grande parte microempresários, que estão sem trabalhar.

Mais um fim do mês está aí, as contas novamente chegaram, e não há recursos para honrar os salários. Portanto, solicitamos ao governo estadual que nos próximos dias siga ampliando este decreto.

E essa abertura será feita prezando pela saúde e pela segurança de todos. A ACM apresentou um extenso relatório onde propõe um planejamento diferenciado por setor, com equipes de trabalho reduzidas e com acesso limitado a capacidade de cada estabelecimento. O comércio funcionaria em horário especial evitando acúmulo de pessoas no pico no transporte público.

Cada estabelecimento comercial passaria a promover a restrição de acesso para não haver acúmulo de pessoas num mesmo espaço, além de fornecer máscaras e álcool gel para os colaboradores em cada estabelecimento. E trabalhadores dos grupos de risco devem continuar a quarentena, se valendo das medidas do governo para garantia de renda até o final do isolamento social.

Por mais de um mês conseguimos dar a nossa parcela de colaboração, é tanto, que paulatinamente alguns setores foram sendo autorizados a funcionar e a ter estratégias de entrega de seus produtos.

A reabertura planejada dos estabelecimentos comerciais como apresentada em nosso relatório entregue ao governo é necessária para mantermos vivas as micro e pequenas empresa alagoanas, que são grandes geradoras de emprego e renda, e podem contribuir no curto e médio prazo para amenizar os danosos prejuízos acumulados pelo comércio com o período da quarentena.

Lembramos que a Associação Comercial tem participado ativamente das negociações para diminuição dos impactos financeiros, cobrando medidas para reduzir os problemas das empresas, tais como concessão de empréstimos com juros reduzidos, prorrogação para pagamento de impostos, autorização para redução de jornada e suspensão de contratos de trabalho, liberação de auxílio emergencial para os trabalhadores autônomos e desempregados, dentre outras medidas.

Além disso, conseguimos a decretação do Estado de Calamidade o que permite que empresas tenham juros menores em suas negociações no Banco do Nordeste.

Kennedy Pinaud Calheiros
Presidente da Associação Comercial de Maceió

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