9 de abril de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

Bispos querem indenização a todo cristão ‘lesado’ por Jesus gay na Netflix

Especial do Porta dos Fundos tem, além de Cristo homossexual, Deus fazendo sexo a três com Maria e José

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tum, e mais um grupo de representações e lideranças evangélicas ajuizou uma ação contra a Netflix, pedindo a censura do “Especial de Natal Porta dos Fundos”, polêmico especial que tem um Jesus gay.

A ação contra dinda com o Conselho Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil e o bispo Robson Rodovalho, fundador da comunidade evangélica Sara Nossa Terra. Além da censura, eles pedem ainda um dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão.

Como se não fosse suficiente, a ação que ainda não foi analisada pela justiça requer indenizações individuais em valor “não inferior a R$ 1.000” a todos os cristãos que se sentirem lesados.

Ricardo Hasson Sayeg, advogado que protocolou a ação, quer mobilizar a comunidade evangélica para que diversas pessoas recorram na Justiça o direito à indenização. Curiosamente, ele diz que a representação não considera que o pedido de retirada do programa do ar configura censura.

“A gente entende que o programa foi além do direito de manifestação artística. O conteúdo do programa está deturpando ofensivamente a imagem de Deus, de Jesus Cristo, da sua sagrada Mãe Maria e de todos os demais protagonistas bíblicos envolvidos”. Ricardo Hasson Sayeg, advogado do grupo.

A Primeira Tentação de Cristo

Na última terça-feira (17), a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara aprovou o requerimento de autoria do deputado Julio Cesar (Republicanos-DF) que convida um representante da Netflix para prestar esclarecimentos sobre o filme “A Primeira Tentação de Cristo” do Porta dos Fundos.

“Nós entendemos que uma obra de arte pode abordar diferentes aspectos a respeito desse período histórico sem fazer nenhum tipo de caricatura ou ofensa à imagem de Jesus. No entanto, este filme é uma verdadeira afronta aos mandamentos constitucionais. Constitui crime previsto no Código Penal e verdadeira afronta religiosa aos valores cristãos”. Julio Cesar (Republicanos-DF).

O deputado tem como base o artigo 208 do Código Penal para caracterizar a produção como vilipêndio. O filme tem como enredo o retorno de Jesus dos 40 dias no deserto e retrata uma relação homossexual de Jesus com o diabo. Deus, Maria e José formam um triângulo amoroso.

Diversos cristãos, revoltados com a reprodução do filme, aderiram a um abaixo-assinado que já tem mais de 1 milhão de assinaturas. E um dos atores do filme, Fábio Porchat, já deu o recado: deixa que ele se entenda com Deus.

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