25 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade

Por Elas

Desumano: Moradores de rua são recolhidos em Palmeira e despejados em Paulo Jacinto

Desumano: Moradores de rua são recolhidos em Palmeira e despejados em Paulo Jacinto

Blog, Interior, Por Elas
Um ato desumano! Daqueles de causar indignação, muito mais do que desconforto ou medo em qualquer pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade. Cerca de 10 moradores de rua da cidade de Palmeira dos Índios foram recolhidos numa van e despejados (talvez a palavra mais adequada fosse descartados), às margens da rodovia AL-210, na entrada da cidade de Paulo Jacinto. Eu poderia definir com o que se chama 'presente de grego'. Porém, mais do que isso, é uma atitude desprezível, que nos leva a perguntar o que move o coração de determinados seres humanos em relação aos seus iguais. Sim, porque embora vivamos em meio a estupendas desigualdades sociais, somos iguais nas condições de seres humanos, com as mesmas necessidades básicas, inclusive a de sermos tratados com um mínimo de respeito. Rece
O decreto requentado e a sensação de que a voz da economia fez eco

O decreto requentado e a sensação de que a voz da economia fez eco

Blog, Por Elas
O novo decreto do governo estadual sobre as medidas de combate ao coronavírus saiu do forno, ontem, com a cara de requentado e a sensação de que a pressão econômica ganha espaço, numa disputa em que a saúde exige prioridade – por questões imperiosas, de vida e morte. E a morte vem ganhando terreno, amparada na teimosia da quebra do isolamento social. Os hospitais beiram o esgotamento de sua capacidade de lotação, enquanto os cemitérios trabalham (necessariamente) na ampliação de vagas. Considero que o governo de Alagoas vem fazendo  um bom trabalho no combate ao coronavírus desde o início. Mas num momento em que a escalada dos números mostra 4.916 casos confirmados e 262 mortes registradas, segundo dados desta quinta-feira (21); e a doença se faz presente em quase 90% dos 102 municípios
Se os números frios não tocam a gente, espero que nomes possam tocar

Se os números frios não tocam a gente, espero que nomes possam tocar

Blog, Notícias, Por Elas
Tentativas têm sido muitas para convencer as pessoas de que o coronavírus é real, altamente contagioso e apresenta alto índice de letalidade. Mas muita gente insiste em boicotar as recomendações básicas e fundamentais: Fique em casa; use máscara; lave sempre as mãos ou utilize álcool em gel; mantenha o distanciamento social! E o que mais incomoda é quando uma dessas pessoas que debocham da doença, fazem pouco caso do isolamento; se contamina, leva o vírus pra casa, pro condomínio, e acaba ocupando vagas nos hospital, às vezes no lugar de uma pessoa idosa que ficou resguardada em casa, mas acabou pegando o vírus. São situações que se repetem, mas nada disso parece tocar determinadas pessoas que se julgam inatingíveis quanto à situação de calamidade relacionada ao Covid-19. Nem mesmo os n
O mal paralelo: Reflexos do coronavírus nos números da violência doméstica

O mal paralelo: Reflexos do coronavírus nos números da violência doméstica

Blog, Por Elas
Uma das faces cruéis da era Coronavirus, além, é claro, do alto índice de morbidade e do caráter isolacionista da doença, tem sido os conflitos de convivência doméstica, revelados, principalmente, no aumento dos índices de violência contra a mulher em vários estados brasileiros, inclusive Alagoas. A Justiça estadual já concedeu, entre o início dos meses de janeiro e maio deste ano, cerca de 250 medidas protetivas para mulheres vítimas de violência doméstica, e o maior impulso desse crescimento ocorreu após o início da quarentena. Até a terça-feira passada (5), Assessoria de Planejamento e Modernização do Poder Judiciário de Alagoas contabilizava 233 medidas concedidas - e essa média de quase duas por dia, registrada nos quatro primeiros meses de 2020, vem se mantendo nos últimos sete di
Diferente: Entidades realizam atos virtuais para celebrar o Dia do Trabalhador

Diferente: Entidades realizam atos virtuais para celebrar o Dia do Trabalhador

Blog, Por Elas
Sem passeata, sem manifestações nas praças, sem cartazes nas ruas; trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro vivem, nesta sexta-feira, um 1º de maio inédito. Por medida de proteção à saúde, diante de uma pandemia que assola o mundo, grande parte da população mundial está confinada em casa, cumprindo quarentena de isolamento social e vivendo uma nova experiência laboral, de ter que continuar produzindo, sem sair de casa. Nesse mundo novo, em que as relações de trabalho se reinventam, muitos desafios despontam, não só em relação ao trabalhador que, da noite para o dia teve que transformar sua casa numa estação de trabalho, limitando o espaço da família e multiplicando seu tempo para dividi-lo entre as atribuições profissionais e domésticas. Mas também, e principalmente, em relação à pr
Descuido: Muita gente ainda não entendeu que o vírus está solto no ar

Descuido: Muita gente ainda não entendeu que o vírus está solto no ar

Blog, Por Elas
De repente, alguém que você conhece; um colega de trabalho; um vizinho; um parente... Até o governador do Estado já entrou nas estatísticas dos casos confirmados de coronavírus. Os números não param de crescer e os casos se aproximam cada vez mais de cada um de nós. As evidências não poderiam ser mais claras: estamos subindo vertiginosamente o pico de contaminação pelo Covid-19. Mas, ainda assim, muitas pessoas parecem não entender que os números de proliferação da doença se multiplicam; que vivemos o momento de risco maior; que o vírus está solto no ar. Certo que, por determinadas circunstâncias – algumas justificáveis, outras não – o número de pessoas nas ruas tem aumentado. As regras do isolamento social afrouxaram, não só por conta dos decretos governamentais, que aos poucos vão lib
Visão Mundial vai selecionar projetos de proteção à infância contra o Convid-19

Visão Mundial vai selecionar projetos de proteção à infância contra o Convid-19

Blog, Mundo, Por Elas
Iniciativa liderada pela ONG Visão Mundial com objetivo de mobilizar pessoas, ideias e recursos em ações e projetos no combate à Covid-19, dentro de comunidades de grande vulnerabilidade social pelo Brasil afora, o Fundo Juntos pelas Crianças vai selecionar projetos sociais em 26 estados e no Distrito Federal. O foco dos projetos deve ser o enfrentamento à pandemia, com medidas preventivas e de assistência focadas na proteção a meninos e meninas mais vulneráveis, para alavancar ações comunitárias no combate à Covid-19, como campanhas de sensibilização ou ações de atendimento direto - distribuição de água potável, kits de higiene, cestas básicas, entre outros. As organizações interessadas em participar devem se inscrever por meio de um cadastro na plataforma digital www.juntospelascri
Enquanto uns andam na contramão, empresários alagoanos dão show de solidariedade

Enquanto uns andam na contramão, empresários alagoanos dão show de solidariedade

Alagoas, Blog, Por Elas
“O Brasil está vivendo um desafio histórico. Iniciamos uma guerra contra um inimigo que não enxergamos, mas já conhecemos o estrago que vem fazendo: o Coronavírus! Os números de infectados e de óbitos são assustadores (...). O dever nos chama e a preocupação em contribuir com as autoridades públicas nos fez criar esse movimento social”. Assim, começa o manifesto do movimento Alagoas Mais Forte, iniciativa de um pool empresarial (aberto à sociedade em geral), com objetivo de ajudar o Estado nas ações de enfrentamento e combate ao novo Coronavírus, através da doação de equipamentos para estruturar hospitais de campanha. Com um mês de criado, o movimento já conseguiu viabilizar a compra de 20 monitores multiparâmetro com capinografia, equipamento auxiliar fundamental ao uso dos resp
‘Síndrome da imunidade’: Você também pensa que não pega vírus?

‘Síndrome da imunidade’: Você também pensa que não pega vírus?

Blog, Por Elas
“Não vai acontecer comigo. Tenho fé em Deus!”. Por mais que se esclareçam os fatos e que se escancare a realidade dolorosa de tantas vidas perdidas – quase 150 mil mortos no mundo, nos últimos três meses, pelo Coronavírus  - há sempre alguém com essa frase na ponta da língua para tentar justificar a falta de cuidado e de engajamento no que precisa ser feito para conter o avanço dessa estatística mórbida. Não sei por que carga de merecimento, muitos de nós temos uma tendência a nos julgarmos imunes aos males que assolam o mundo ao nosso redor; que aquilo não vai acontecer conosco. E é nesse vacilo que o perigo avança, vai rondando, encostando...  Foi assim no advento da AIDS, que se espalhou, décadas atrás, fazendo vítimas entre os que menosprezaram a necessidade de prevenção. Foi assim