8 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade

Wagner Melo

Wagner Melo é jornalista profissional formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal/2000) e pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Cesmac (2010). Possui experiência em assessoria de imprensa, redação publicitária e passagem em veículos como a Gazeta de Alagoas (onde foi revisor, repórter de Cidades e Política e, posteriormente, editor-adjunto de Cidades) e Folha de S. Paulo (colaboração em Alagoas). Também foi repórter na Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Maceió e é coautor do livro “Maceió: Perspectivas e Desafios”.

Cadê o verde e amarelo, meu povo? Cansamos do circo?

Blog, Wagner Melo
Por Wagner Melo, jornalista Falta menos de um mês para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia – o primeiro jogo é dia 17 de junho, às 15h, contra a Suíça, em Rostov – e não se vê tantas bandeiras em veículos e sacadas de imóveis, nas vestimentas das pessoas. Então, é de se perguntar: Cadê o verde e amarelo nas ruas? Será que diante de um país dividido entre coxinhas e mortadelas nem o futebol consegue unir os brasileiros? Nossa moral está abalada pela crise política, econômica, moral e ética, que deixou as pessoas insatisfeitas com o Brasil? Ou será que o povo, finalmente, cansou do circo e tem outras prioridades? Essa aparente desilusão foi alvo de pesquisa recente do Grupo Paraná Pesquisas, que pode nos dar uma pista. Olhem só: foram ouvidos 2.170 brasilei

Justiçamento: criminosos não têm moral para impor sua lei deturpada

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Por Wagner Melo, jornalista No mês de setembro de 2015, o servente de pedreiro Aldecir Bezerra da Silva, de 38 anos, foi espancado até a morte, por populares, no bairro de Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. O crime: ele era parecido com um estuprador. Ainda roubaram o dinheiro da feira dele. Se antes havia um estuprador à solta, o ato de justiçamento aumentou a criminalidade, pois também produziu assassinos e ladrões. E um inocente morreu. Um ano antes, no Guarujá, em São Paulo, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi morta por espancamento por populares que a acusaram de... bruxaria, após circulação de boatos numa página de rede social. Duas pessoas inocentes mortas pelo "tribunal popular", sem chance de defesa, injustiçadas, na verdade. Em Alagoas, a situ

Da legítima defesa à ode à barbárie: lamentemos

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Por Wagner Melo, jornalista Que o ato da cabo da Polícia Militar de São Paulo Kátia da Silva Sastre, de 42 anos, foi de bravura, ninguém discorda. No sábado, 12, ela atirou em um ladrão armado que abordou crianças e mulheres na porta de uma escola, salvando-os do pior. Socorrido, o suspeito não resistiu e foi prestar contas no outro plano. Mas o governador de São Paulo, Marcio França (PSB), pisou na bola ao querer aparecer em cima de um fato trágico, prestando homenagens à PM pelo ato, na manhã desse domingo, 13. É a glorificação do derramamento de sangue por um bufão populista e irresponsável.Não se pode estimular a reação a assaltos. Os bandidos, às vezes, têm cobertura para praticar crimes. A situação pode fugir ao controle e ocorrer uma tragédia, resultando na perda de vidas i
Movimento unificado dos militares sai mal na foto

Movimento unificado dos militares sai mal na foto

Blog, Wagner Melo
Por Wagner Melo A luta do Movimento Unificado dos militares é por uma causa justa. Toda categoria merece ser valorizada, principalmente, quando a atividade expõe o bravo trabalhador ao risco para defender a sociedade de criminosos ou em missões de resgate das mais complicadas. Porém, nesse fim de semana, as associações militares pisaram na bola por uma bobagem. A impressão que ficou é de que a treta com o governo agora é pessoal. Explico: é que após inaugurar o Eixo Viário Oscar Fontes Lima, o “Eixo Quartel”, o governador Renan Filho (MDB) reuniu assessores e convidados para uma foto oficial. No meio da multidão, algumas pessoas levantaram as mãos espalmadas. Um gesto que pareceu totalmente espontâneo e de alegria. Porém, os militares interpretaram o ato como uma provocação
O “Dia D”, que pode balançar o Calheirismo

O “Dia D”, que pode balançar o Calheirismo

Blog, Wagner Melo
Com Wagner Melo, jornalista Se depender de Claudionor Araújo, um dos principais líderes tucanos no Estado, esta sexta-feira, 4 de maio, pode marcar “uma profunda alteração no atual panorama político e por consequência uma grande mexida no tabuleiro do xadrez da sucessão estadual”. O cenário de candidatura única, “e de vitória ‘com os pés nas costas’, pode ser desfeito”, alfineta Araújo, destacando a data como prazo que o deputado estadual Rodrigo Cunha pediu para dizer se é candidato ou não ao governo de Alagoas. No momento, parece que o governador Renan Filho (MDB) deve vencer a eleição por W.O., mas, se Rodrigo Cunha disser “sim”, o jogo pode mudar. Isso porque o parlamentar, jovem, com uma história familiar marcada pela tragédia, é um adversário forte. Sua imagem é de um po

Maceió de braços abertos

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Por Wagner Melo, jornalista Temos grandes problemas? Sim! Mas ainda somos privilegiados e amados por pessoas de todo o Brasil. Explico: em recentes viagens a Brasília e a São Paulo, percebi como os cidadãos estão cansados das mazelas do país e enxergam nossa região como um lugar onde a contemplação da natureza é um escape. Apesar de não conhecerem muito sobre o nosso Estado (não, Maragogi não é uma das belas praias de Maceió), a maioria quer nos conhecer. E aqueles que já vieram querem voltar. “Arruma uma vaga de emprego que eu vou morar em Maceió na hora!”, disse o economista que se vira como motorista de Uber em Brasília. “Você mora no paraíso, hein?”, afirma a sorridente moça no balcão do aeroporto Juscelino Kubitschek. No avião com destino a Maceió, as conversas revelam

Baixe a bolinha, meu irmão!

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Por Wagner Melo, jornalista O presidente chega ao Palácio do Planalto sem camisa, fita vermelha na testa e calça camuflada. Faca Ginsu na cintura, empunha uma metralhadora e impõe sua vontade sobre a nação. É ridículo? É! Mas nas redes sociais parece que é esse o perfil do presidente da República que a gurizada idolatra, chega a ser irracional. Esquece que o Brasil é um país (relativamente) democrático, onde há instituições e pluralidade no universo de mais de 200 milhões de habitantes. Esse papo de que quilombolas não servem para procriar, a diferença salarial entre homens e mulheres é justa (a favor deles, é claro) e meninos afeminados devem apanhar até “virarem homens” demonstram a falta de caráter do Inominável. Se até o gordinho infame da Coreia teve que afinar a voz e ace