7 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Bolsonaro confirma Mendonça no lugar de Moro e Ramagem como diretor da PF

O primeiro seria o ‘terrivelmente evangélico’ ideal para o STF e o segundo amigo de Carlos Bolsonaro, investigado pela PF

O presidente Jair Bolsonaro confirmou o ex-advogado-geral da União André Luiz de Almeida Mendonça como novo ministro da Justiça e Segurança Pública e Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. As duas nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (28).

No ano passado, Bolsonaro cogitou a indicação de seu Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal), pois ele se encaixava na definição “terrivelmente evangélico”.

Agora ex-AGU, Bolsonaro disse que Mendonça era um “advogado com ampla vivência e experiência no setor”. André Luiz de Almeida Mendonça tem 47 anos, 20 deles como advogado da União.

Carlos e Alexandre Ramagem estiveram juntos em festa de Ano Novo, de 2018 para 2019. O próprio vereador publicou o registro neste sábado (25)

PF

Mendonça entra no lugar do ex-ministro Sergio Moro, que não concordou com indicações políticas na Polícia Federal, especialmente a saída de Maurício Leite Valeixo, exonerado pelo presidente do cargo de diretor-geral da PF. Em seu lugar, entrou Alexandre Ramagem.

Ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Ramagem é amigo de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que é investigado pela PF por esquemas criminosos de espalhar fake news.

“E daí? Antes de conhecer meus filhos eu conheci o Ramagem. Por isso, deve ser vetado? Devo escolher alguém amigo de quem”? Jair Bolsonaro, presidente.

Pelos Filhos

Generais passaram o final de semana tentando fazer Bolsonaro a recuar da escolha de Jorge Oliveira para ser Ministro da Justiça. Eles acham que o desgaste será “sem precedentes” essas escolhas pessoais.

Mas eles afirmam que o presidente “não ouve mais ninguém” fora do núcleo familiar e que, se tivesse ouvido, teria cogitado um substituto “no nível do Moro”.

Jorge Oliveira, escolha original para o ministro, não escreveu livros nem tem mestrado ou experiência internacional. Amigo dos filhos do presidente, ele tem apenas seis meses e meio de carteira da OAB e atuou em menos de dez processos. Mas ficaria tudo em família: Oliveira foi padrinho do casamento de Eduardo Bolsonaro.

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