13 de dezembro de 2019Informação, independência e credibilidade
Política

Bolsonaro sai do PSL e anuncia novo partido, o “Aliança pelo Brasil”

Grupo agora precisa colher 500 mil assinaturas e entregá-las ao TSE até março de 2020 para poder concorrer nas eleições

Presidente anunciou novo partido, Aliança pelo Brasil, e o filho senador, Flávio Bolsonaro, já anunciou desfiliação do PSL

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça (12) a saída dele do PSL e confirmou a ida ao partido “Aliança pelo Brasil”, ainda a ser criado, segundo parlamentares do PSL após reunião no Palácio do Planalto.

A reunião serviu para oficializar a decisão de sair do PSL aos aliados e discutir os meios da criação da nova sigla. Bolsonaro ainda não formalizou a desfiliação do PSL.

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) disse que a expectativa é que cerca de 30 parlamentares do PSL migrem para a nova sigla junto com Bolsonaro. Nomes, porém, ainda não estão definidos. O Aliança pelo Brasil também está aberto para abrigar políticos atualmente em outros partidos.

A bancada do PSL na Câmara conta com 53 congressistas, a segunda maior da Casa. No Senado tem 3 dos 81 senadores. Por enquanto, apenas o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente, formalizou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que deixará o partido.

Corrida contra o tempo

O grupo agora precisa colher 500 mil assinaturas e entregá-las ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até março de 2020 para que o “Aliança pelo Brasil” possa lançar candidatos próprios nas eleições municipais do ano que vem.

A vontade dos pesselistas dissidentes é que a coleta de assinaturas para a criação do novo partido seja feita por meio de aplicativo com certificação digital a fim de acelerar o processo. O desenvolvimento da ferramenta é supervisionado por advogados para que esteja adequada a todas as exigências do tribunal.

Questionado sobre a viabilidade do aplicativo, Silveira disse que a coleta eletrônica é “bem segura, rápida e aceita”. Os pesselistas dissidentes vão promover a primeira convenção nacional do Aliança pelo Brasil em 21 de novembro, em Brasília, segundo deputados. O estatuto e mais detalhes devem ser revelados na ocasião.

Jair Bolsonaro (PSL) não quer se associado com Bivar, presidente do próprio partido

Adeus PSL

A rixa entre Jair Bolsonaro e o PSL teve início já e fevereiro, quando Gustavo Bebiano, então ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi exonerado após brigar publicamente com o vereador fluminense Carlos Bolsonaro.

Naquele mesmo mês, o principal cacique do PSL, o presidente nacional da sigla Luciano Bivar, era alvo de investigações da PF (Polícia Federal) e MP (Ministério Público) que apuravam se ele havia feito uso de caixa dois durante a campanha eleitoral.

Sem saber que estava sendo gravado, Bolsonaro pediu para um simpatizante apagar um vídeo em que enaltecia Luciano Bivar, afirmando que o presidente da sigla estava “queimado pra caramba” e recomendou ao apoiador esquecer o PSL. Uma semana depois, a PF deflagrou operação de busca e apreensão contra Bivar.

Em outubro, houve nova rusga entre Delegado Waldir e Eduardo Bolsonaro. Pelo braço-de-ferro, Eduardo assumiu a liderança do PSL na Câmara. Waldir saiu atirando, chamando o presidente de “vagabundo” e prometendo implodi-lo.

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