15 de novembro de 2019Informação, independência e credibilidade
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Bolsonaro vai distribuir 15 mil cargos comissionados com políticos

No mais puro estilo da “velha política”, presidente quer casamento fiel com os parlamentares

Em menos de um ano de governo, Jair Bolsonaro decidiu abandonar o discurso que pregava o fim do loteamento de cargos para obter apoio político. Assim, a  história da “nova política” foi morta e sepultada.

No Palácio do Planalto o presidente  foi convencido por ministros de que é preciso premiar partidos leais a suas propostas. Dar-lhes cargos, recursos e outros mimos mais.

Com isso, o governo acertou a distribuição de 15 mil cargos comissionados com os deputados e senadores que apoiarem, por exemplo, a indicação de Eduardo Bolsonaro, o filho, para a Embaixada dos Estados Unidos.

Os 15 mil cargos de confiança vão fazer a festa dos parlamentares em suas bases eleitorais. Notadamente da turma sedenta do centrão.

Bolsonaro designou o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, responsável pela articulação com o Congresso, para conduzir o processo do loteamento dos cargos públicos com os congressistas

Ele, de pronto, comparou as indicações políticas a uma espécie de dote de Jair para um “casamento” longevo e fiel com o Congresso.

A primeira fatura desse loteamento, a ser cobrada pelo governo de Bolsonaro, será o fim da CPI da Lava Jato que foi aprovada na Câmara. Depois dela, o enterro da CPI das Fakes News.

Em verdade, vos digo, o tama lá da cá enfim se abriu de modo explícito.

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