29 de fevereiro de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Contra o crime: Perícia recebe microscópio de varredura para exames residuográficos

Equipamento é considerado dos mais modernos em investigações de atentados com arma de fogo

Equipe em treinamento para uso do MEV – Foto: Assessoria

Um equipamento de ponta vai ajudar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas na elucidação mais precisa e rápida de crimes contra a vida, principalmente os praticados com uso de armas de fogo. Instalado esta semana, no Laboratório de Química do Instituto de Criminalística (IC), o Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) vai possibiltar a realização de exames residuográficos em casos de disparos feitos com arma de fogo, facilitando a investigação e a identificação do criminoso, com a produção de provas técnicas.

O equipamento é considerado um dos mais modernos do mundo, permitindo ampliar em até 100.000 vezes a imagem, em alta resolução, e com ele, Alagoas soma-se aos poucos estados do país aptos a realizar exames residuográficos, segundo informou a assessoria do IC.

Mais que isso, o MEV também pode ser usado de forma efetiva pra identificar vários outros tipos de elementos químicos, em análises que necessitem de alta ampliação, como por xemplo, exames de resistência de materiais, para saber se esses foram seccionados ou rompidos pelo emprego de tração. Um grupo de peritos criminais já foi treinado para operar o novo equipamento, que vai dar mais agilidade aos laudos periciais, constituindo um instrumento poderoso no combate à impunidade.

Antes desse investimento, quando os peritos criminais eram acionados para realizar exames residuográficos em crimes de homicídios, latrocínios e suicídios, eles apenas coletavam as amostras, custodiavam e ficavam na dependência de laboratórios periciais parceiros, em outros estados, para conseguir uma vaga disponível para realizar o exame, o que poderia levar meses até a conclusão do laudo.

“Agora, o IC de Alagoas está equipado e preparado para operar o MEV e realizar esse tipo de exame, que permite identificar elementos químicos de amostras coletadas em locais de crime, em suspeitos e cadáveres. Com isso, garantiremos maior agilidade, precisão nos laudos, economia para os cofres públicos e a produção de provas técnicas que serão utilizadas para embasar investigações”, afirma o chefe do Laboratório de Química dop IC, perito criminal Thalmanny Fernandes Goulart.

O custo total de aquisição do equipamento, segundo informou a assessoria, foi de R$ 1,1 milhão, com recursos integrais do Fundo Estadual de Segurança Pública do Governo de Alagoas.

 

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.