25 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
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Coronavírus: a subnotificação dos casos e a obsessão de Bolsonaro por 2022

Pesquisadores citam números que anunciam uma catástrofe na saúde do País

Bolsonaro e Teich: um mar de incertezas na luta contra a pandemia do coronavírus

Se o novo ministro da Saúde, senhor Nelson Teich, chegou ao ministério sem ter certeza de nada, bem pior está o brasileiro comum sem a informação precisa sobre avalanche do coronavírus no País.

Há uma questão de primeira ordem por aqui que precisa ser enfrentada e ainda não foi por conta da falta de testes na população. Isso, obviamente, é responsabilidade direta do governo.

E qual consequência dessa ausência de testes? Ora, as pessoas estão sendo infectadas e não entram para as estatísticas oficiais, devido a falta de avaliação e a lentidão nos resultados dos testes

Portanto, a subnotificação do coronavírus no Brasil é um problema que vai ser sentido mais à frente e aí o drama será maior.

As notícias veiculadas pelo Coletivo de Pesquisadores Universitários do Covid-19 dão conta de que o número de casos do novo coronavírus no Brasil é 15 vezes superior aos dados oficiais. Um dos integrantes do coletivo é o pesquisador Domingos Alves, membro do grupo Covid-19 Brasil e chefe do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Universidade de São Paulo (USP).

Se isso é verdadeiro, tem-se aí em torno de 300 mil pessoas infectadas. Se é real também que o pico da doença acontece no Brasil a partir de maio, então nos preparemos todos para a catástrofe.

O alerta dos pesquisadores é claro. Segundo dizem, no Brasil, país de dimensões continentais, a taxa de detecção é muito inferior à de outros países afetados pelo vírus.  Aqui, a proporção é de 296 pessoas avaliadas por 1 milhão, uma cifra insignificante em comparação com Alemanha (15.730), França (5.114) e Irã (3.421).

Em meio a essas estimativas cientificas o presidente brasileiro, que qualifica o coronavírus como uma gripinha, troca de ministro da saúde por ciumeira política. É como se você fosse trocar o pneu do carro com ele andando.

Que Deus ajude a todos nesse momento dificílimo. Por que se depender de ações do governo central, o sofrimento vai ser grande. Lá em Brasília o homem só está preocupado com a reeleição em 2022.

Como bem disse a jornalista Míriam Leitão em seu comentário no jornal O Globo:

-Bolsonaro não tem um minuto sequer de grandeza, um traço mínimo de estadista. Ele governa por picuinhas, joga sempre no conflito, e mesmo no doloroso ano de 2020 sua única obsessão é 2022. 

One Comment

  • Avatar Quitério Matias

    Muito bem colocado a opinião do jornalista Marcelo Firmino. Que Deus ilumine a população brasileira para enxergar o que está acontecendo e o que está por vir.

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