24 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

Covid-19: Estudos na China apontam que Anitta, solução apontada por Pontes, é pior que cloroquina

E nesta quinta, a Anvisa publicou uma norma proibindo a venda de medicamento à base de nitazoxanida sem receita médica especial

Segundo estudos publicados na China, a nitazoxanida, princípio ativo do vermífugo Annita, se mostrou menos efetiva e mais tóxica do que outras drogas. Até mesmo apresentando piores resultados que a cloroquina.

O vermífugo Annita seria o remédio “secreto” anunciado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para ser testado em pacientes com Covid-19. Segundo ele, em análises in vitro, o medicamento teve eficácia de 94% no combate ao novo coronavírus.

Entretanto, a análise in vitro, um controle de sistemas vivos no ambiente controlado e fechado de um laboratório, geralmente em uma placa de petri, seja ela de plástico ou vidro, nem sempre tem os mesmo resultados quando aplicado no corpo humano.

Fazendo uma analogia de certa forma exagerada, uma martelada é 100% eficaz contra pragas em estudos in vitro. Mas, claro, isso não significa que funcionaria tão bem qunado aplicada numa pessoa.

Reações

Cientistas e virologistas de Wuhan, onde começou a pandemia, testaram sete drogas em laboratório. A cloroquina foi considerada a menos tóxica, e mais efetiva, quando ministrada em dose maior. Por outro lado, a nitazoxanida (nitazoxanide) só desenvolveu atividade antiviral adequada em doses altas, que se mostraram tóxicas.

Anvisa

Já nesta quinta (16), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma norma proibindo a venda de medicamento à base de nitazoxanida sem receita médica especial. A medida pode evitar uma corrida desenfreada para o medicamento, que se tomada sem recomendações médicas, pode fazer mal ao organismo.

Apesar do ministro Pontes não ter anunciado o nome do remédio para evitar uma corrida a farmácias ,e que nem mesmo pacientes saberiam o que estariam tomando nos testes, deixou cientistas surpresos. Isso por causa de uma regra básica de pesquisas clínicas, com drogas já foram testadas em laboratórios: a publicidade.

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