25 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

Covid-19: Mesmo com casos avançando, Brasil relaxa no distanciamento social

País superou mil mortes nesta sexta, mesmo dia em que Bolsonaro assoava nariz e cumprimentava idosos

Pandemia foi ignorada no Mercado Público de Maceió, que teve uma Sexta-Feira Santa padrão

O contágio da covid-19, provocada pelo novo coronavírus, está em ampla aceleração em alguns estados. Segundo o Ministério da Saúde, em todo o Brasil foram 1.056 mortes só nesta sexta-feira de feriadão.

Se comparado com a semana passada, é um aumento de 144%, quando eram 432 vítimas fatais. Em Alagoas, não houve novas mortes relatadas, mas a confirmação do total de infectados saltou de 37 para 45.

E os números batem com todas as projeções anteriores, mas o Brasil de forma geral, relaxou. O distanciamento social, prática para impedir grande avanço de contágios, nem sobrecarregar o sistema de saúde (e assim “achatar a curva”), vem falhando gradativamente.

E o governo federal tem grande culpa nisso. Mais precisamente o presidente Jair Bolsonaro.

No mesmo dia em que o país passou dos mil óbitos, o presidente Jair Bolsonaro voltou a desrespeitar as normas de distanciamento social sugeridas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pelo próprio Ministério da Saúde.

Ele chegou a coçar o nariz com o punho e cumprimentar três pessoas na sequência, incluindo uma idosa. Há quem diga que o ato tenha sido irresponsável, mas ele sabe perfeitamente o que está fazendo.

E quando (não é mais questão de “se”) os números de casos confirmados e mortos dispararem, ele precisa ser responsabilizado por suas  ações. Todos os que seguem cegamente o presidente nessa estão dificultando o trabalho de contenção do covid-19.

Curiosamente, em um anseio por salvar logo a Economia de vez e reabrir os comércios, não estão enxergando o quadro a longo prazo: quando menos efetivo for o distanciamento social, mais tempo precisaremos praticá-lo.

E a última coisa que queremos é que o Brasil registre centenas de mortes por dia, como aconteceu com Espanha, Inglaterra e Itália. Ou, pior que registre milhares diariamente, como os Estados Unidos.

No Brasil, o marco de 1.000 óbitos foi atingido no país apenas 25 dias após a confirmarão da primeira morte. A Itália, país com o maior número de mortos pela epidemia, demorou 21 dias para atingir essa marca. Portanto, o número de mortos já está acima do esperado para a curva de infecção no Brasil.

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