31 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
Política

Criticado por militares, deputados e até ministros, Weintraub está com os dias contados no Governo

Bolsonaro se incomodou com insistência do MEC em não adiar o Enem e acha que ministro passou do ponto nas críticas da reunião usada em inquérito

O Governo Federal não dá tempo para crise política nem mesmo durante a pandemia e mais um nome do primeiro escalão está com os dias contados. E quem diria, justamente, um da ala ideológica e elogiado pelo presidente Bolsonaro: o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Até mesmo o presidente passou a reclamar do presidente do MEC. Isso depois do acúmulo de queixas da ala militar do governo, além da antipatia de congressistas. Com isso, o entorno de Bolsonaro já se movimenta para, novamente, convencê-lo a demitir o olavista Weintraub.

Leia aqui: Enem, improbidade e fake news: Weintraub desponta como o pior ministro do Governo

Em reuniões nas últimas semanas, ministros palacianos têm afirmado a deputados aliados que o governo identifica fragilidades em Weintraub. Há também resistências na equipe econômica e técnica.

Segundo auxiliares presidenciais, Paulo Guedes (Economia), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) já reclamaram da postura do colega. Seu desempenho técnico também não ajuda.

Segundo a Folha, o presidente se queixou da resistência do ministro em ceder espaço para indicados do Centrão e a reclamação da vez foi a teimosia em não adiar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)​. Isso depois de ser responsável pelo o que seria o pior Enem da história.

Há de convir ainda uma conveniência para o presidente e, desviar o foco da iminente divulgação da reunião ministerial, de baixo calão, usada como prova em inquérito, após denúncias de Moro sobre intervenção presidencial na PF. Weintraub seria o bode expiatório perfeito.

O titular do MEC já tem falas homéricas sendo divulgadas, antes mesmo da liberação do vídeo. Ele teria chamado os ministros do STF de ‘filhos da puta’ e chamado Brasília de ‘cranco’, uma ‘porcaria que precisa acabar‘.

Se convir para Bolsonaro, a demissão de um polêmico ministro ajudaria para que seja ignorado, mesmo que por um tempo, o avanço do inquérito.

Por hora, a saída dele ocorreria apenas após a pandemia. Por hora. Mas de qualquer forma, seria tarde demais para o ministro que provocou uma crise diplomática com os chineses e conseguiu que a diretora dos filmes Matrix o mandasse se f*der. Isso sem levar em conta a total falta de educação do atual ministro da Educação.

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