4 de abril de 2020Informação, independência e credibilidade
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De limão a limonada: Ambulantes deixam a Rua do Comércio, mas será que não daria pra conciliar?

Fotos de Armando Durval – cortesia

Surpresa! As calçadas da Rua do Comércio, no Centro de Maceió estão assim desde ontem. Parece normal para uma foto tirada às 7h da manhã, mas causou estranheza em quem costuma circular diariamente, nas idas e vindas do trabalho, entre carrinhos de vendedores de frutas, verduras, raízes e outros gêneros diversos (e põe diversidade nisso!).

O que houve? “A retomada de uma ação de reordenamento em função das obras de revitalização que a Prefeitura de Maceió está realizando, e que incluem substituição de grelhas, melhoria da iluminação e arborização do local” – assim diz a Secretaria de Comunicação do Município.

Passei por lá e não vi movimentação de obras; mas eis que a Prefeitura explica: “ainda serão retomadas”.

Na verdade, segundo a Secom, esse reordenamento está sendo feito pela Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs), desde agosto passado, e a desocupação para a revitalização na Rua do Comércio já vinha sendo conversada com os ambulantes, com a negociação de prazos para que eles fossem deixando o local livre para a realização das tais obras – que são, de fato, necessárias!

E para onde foram os ambulantes, que sempre resistem e insistem em ocupar as calçadas do Centro? Segundo a Prefeitura, por enquanto, eles estão autorizados a comercializar seus produtos apenas na Rua Agerson Dantas. Esse ‘apenas’ é que não está combinando muito. Na verdade, ao deixarem a Rua do Comércio, eles se espalharam no seu entorno: Rua Augusta, Beco São José, Rua da Alegria, do Livramento, Moreira Lima…

Tudo bem; parece que desta vez foi pacífico. Ninguém reagiu à grande quantidade de fiscais e policiais que chegaram ao local desde muito cedo, em tempo de não permitir a entrada dos ambulantes. E na verdade, há tempo se fazia necessária a desobstrução das calçadas, sobretudo naquela rua, principal corredor de transporte do Centro, com vários pontos de para de ônibus. Estava impossível andar ou esperar o ônibus na calçada tomada por ambulantes e seus carrinhos de feira.

Mas, fora isso, apesar dos transtornos com a ocupação do passeio público, na verdade há muitos, entre consumidores, comerciantes e trabalhadores do Centro que gostam da comodidade de encontrar no caminho de volta pra casa, no final da tarde, as frutas e verduras ainda fresquinhas pra comprar, nas banquinhas ambulantes, enquanto o “rapa’ não passa.

Já falei sobre isso aqui, mas vou repetir: Ainda acho que a Prefeitura poderia transformar em limonada esse problema crônico da ocupação do Comércio intermediando um acordo entre as partes, para abrir espaço, em um dos calçadões, para uma ocupação ordenada de feirantes, apenas nos finais de tarde – a partir das 4h – até às 19h.

Seria razoável e poderia se tornar bem atrativo uma feirinha livre padronizada; não do jeito que ocorre hoje, mas dentro de critérios de organização e limpeza, dando um diferencial aos fins de tarde nas ruas do Centro. Assim como são atrativas as visitas aos mercados públicos, em outras cidades brasileiras.

E assim, em horário estabelecido – e de forma ordenada, eu repito – daria mais dinamismo, sem prejudicar o movimento do Mercado, e sem atrapalhar muito o movimento do Centro.

Sou dessa área não, mas gosto de dar pitaco.  Acho que daria certo!

Que tal uma enquete, prefeito?

 

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