11 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

De volta ao convívio social. Comércio diz que está pronto; e a população, está?

Reabertura de lojas, na próxima sexta-feira, vai levar milhares de pessoas às ruas de Maceió, entre trabalhadores e clientes

O clima é de arrumação e de expectativa, desde que o governador Renan Filho anunciou, na terça-feira (30), a reabertura parcial dos setores de comércio e serviços de Maceió, a partir da próxima sexta-feira (3). Um passo importante na retomada da economia que amarga o prejuízo acumulado em mais de 100 dias de portas fechadas, cumprindo o isolamento social necessário à contenção da fúria do coronavírus, que nesse período ceifou a vida de mais de mil alagoanos.

Importante, mas ao mesmo tempo temeroso. Será que já é hora? Com a economia afundando, o desemprego aumentando em plena pandemia, empresas falindo (cerca de 300 lojas não resistiram, segundo lideranças do comércio lojista), o governo avaliou, ponderou, anunciou o Plano de Distanciamento Social Controlado, e flexibilizou. As lojas de rua, do comércio de Maceió, vão reabrir. Mas para isso vão ter que cumprir à risca, uma série de regras estabelecidas em protocolos sanitários que precedem e acompanham essa flexibilização.

Os empresários dizem que estão prontos. Na segunda-feira, já na expectativa da decisão governamental (que por enquanto não abrange os shoppings e galerias) se reuniram para discutir a reabertura da economia e prometeram responsabilidade e adequação às regras, que incluem o uso permanente de máscaras no ambiente comercial, disponibilidade de álcool em gel, controle de entrada e distanciamento de clientes.

Mas, e os clientes, estão prontos pra isso? O povo está pronto para esse retorno ao convívio social?

Centro de Maceió, terça-feira, 8h30 da manhã (Foto: Armando Durval)

Essa flexibilização, que inclui também a reabertura de barbearias e salões de beleza (além de templos religiosos), significa que a partir da próxima sexta-feira, milhares de pessoas voltam a circular pelas ruas de Maceió, nos pontos de ônibus, dentro dos transportes coletivos. A maioria por dever de ofício. Maceió tem quase 30 mil estabelecimentos comerciais e grande parte estará reabrindo. E por mais ‘gradual’ que seja essa retomada, não são só os empresários que vão lá, abrir o cadeado de suas lojas, dar as coordenadas e respirar o clima do recomeço. Lá estarão, também funcionários que voltam ao trabalho – alguns cheios de medos; outros de esperança e fé – e clientes.

Sim, abrir o comércio significa também atrair clientes; chamar para as ruas pessoas que mal têm conseguido se conter na ânsia de voltar a bater perna. É só ter uma brecha! Ontem pela manhã, antes mesmo de serem anunciadas as primeiras frestas da reabertura comercial, o Centro de Maceió já apresentava um movimento incomum, em tempos de isolamento, mesmo em dia chuvoso, como mostram fotos que recebemos de um colaborador. Tem sido assim todos os dias, mesmo com o comércio fechado. Imagine como será na sexta-feira!

Impossível mensurar a quantidade de pessoas que vai sair de casa todos os dias (algumas até sem necessidades urgentes); vai andar nas ruas, dentro dos ônibus, entrar em lojas, se misturar e voltar para casa, pro elevador do prédio, para o meio da família…

É preciso ter prudência, bom senso e fiscalização rígida. E, como disse o governador Renan Filho, “é fundamental a participação do cidadão e do setor produtivo”, porque não é só as portas e correr atrás do prejuízo. Nesse momento, mais do que nunca, é preciso lembrar que o vírus está ativo, é altamente contagioso e continua matando em alta escala, e se não atentar para isso, o prejuízo pode ser muito maior, em todos os sentidos.

É preciso, acima de tudo, estar atento às medidas de prevenção e de responsabilidade socia!

É uma questão de compromisso com a vida – de todos nós.

E nada pode ser mais importante que isso!

 

Pra lembrar:

Das cidades alagoanas, apenas Maceió avançou para fase laranja – de afastamento controlado – no combate ao coronavírus, e por isso terá a abertura parcial do comércio e serviços. Nos municípios do interior, mantêm-se a regra de isolamento social da fase vermelha: Estabelecimentos não essenciais, permanecem fechados.

Cada setor tem uma série de regras específicas a cumprir, conheça algumas delas:

  • Lojas e estabelecimentos de rua (shoppings e galerias não abrem) devem fazer controle de entrada de clientes, disponibilizar álcool em gel e exigir o uso obrigatório e permanente de máscaras por funcionários e clientes. É proibido o uso de provadores.
  • As barbearias e salões de beleza poderão funcionar, mas só com atendimento agendado, com intervalos de meia hora entre cada cliente, para higienização obrigatória do local e dos equipamentos.
  • Templos religiosos deverão disponibilizar assentos de uso individual e demarcar, nos bancos coletivos, a distância mínima a ser respeitada entre os fiéis. 

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