25 de maio de 2020Informação, independência e credibilidade
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Do xingamento a ameaça de morte: o estilo fundamentalista do bolsonarismo

Dizem que odeiam politica, mas difamam, perseguem, caluniam, antes e depois da santa missa

A intolerância e ódio às instituições que não comungam das mesmas ideias uma praxe

Depois de mais de 30 anos como parlamentar e agora como presidente, Jair Bolsonaro faz política 24 horas por dia. E hoje seu único objetivo é preponderantemente político: a reeleição em 2022.

Em nome dessa meta contraria tudo: a saúde, a ciência, o bom senso, e,  não raras às vezes, até a justiça.

Faz de tudo isso um estilo de ser que irradia para seus “seguidores fanáticos”  e aí o caldo entorna. Principalmente nas redes sociais, onde demonstram uma valentia irracional.

É nesse campo que eles condenam a política, a justiça e a imprensa (alvos preferidos) – desde que estes não sigam a corrente que os conduz.

Mas, pior, vão muito mais além: xingam, odeiam, difamam, caluniam, perseguem e até fazem ameaças veladas em nome da política fundamentalista que abraçaram.

Todos se dizem “homens de bem”, mas muitos querem licença para matar. Na visão de grande parte dessa gente matar é um ato de nobreza. “Que morram as Marielles da vida”, há quem defenda com fervor.

E o fazem antes e depois da santa missa ou do culto de glórias e aleluias de um pastor neopentecostal qualquer.

O raciocínio é meramente político. Tanto que grande leva deles alardeia o “ódio pela política”, mas se alimentam dela da pior espécie possível, nesse deteriorado cenário político brasileiro, onde se estabeleceu a prática de uma regra só:

-Se não está comigo é meu inimigo.

Enfim, sentem-se portadores da verdade absoluta e, portanto, incapazes de tolerar uma verdade dita no outro lado da rua.

Estamos, assim, muito longe da necessária civilidade e da sensibilidade humana.

A regra é unica: Se não está comigo é meu inimigo

 

 

 

 

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