10 de abril de 2020Informação, independência e credibilidade
Brasil

Ele não ajuda: Bolsonaro encerra coletiva chamando Covid-19 de ‘gripezinha’

“Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”, diz o presidente que ainda gosta de mitar para seus fãs

O cenário era o mesmo: ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que se esforça ao máximo para de forma técnica apresentar a gravidade da pandemia do novo coronavírus, a teimosia do presidente Jair Bolsonaro com uma frase de efeito, para agradar seu curral eleitoral, minimizou novamente a doença.

“Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar”. Jair Bolsonaro, presidente.

A declaração foi dada ao lado de Mandetta, que alertava para a chance do sistema de saúde nacional entrar em colapso já em abril e com o total de mortes no Brasil chegando a 11.

No Brasil, pelo menos 904 foram infectadas e onze já morreram. No mundo todo, o novo coronavírus infectou 209 mil pessoas e matou 8,7 mil. Só hoje, na Itália, morreram mais de 620 pessoas.

Cada vez mais governadores declaram estado de emergência, a população corre para os mercados para se preparar para o pior, os casos de infectados vão aumentando e o presidente segue fazendo pouco caso. E ainda quer receber elogio.

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