4 de agosto de 2020Informação, independência e credibilidade
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Espertalhões: Deixem morrer 7 mil pessoas mas não parem a economia

O mercado libera propina, financia drogas, compra sentenças e lava dinheiro em nome da economia

Em nome do mercado, o desrespeito à vida humana

Deixem morrer 6 ou 7 mil pessoas, mas façam a economia andar. Essa é a lógica de uns espertalhões do mercado financeiro que colocam os seus lucros acima da vida humana.

O caso do senhor Júnior Durski, dono dos restaurantes Madeiro e Jeronimo Burguer não é um fato isolado. A vida humana para essa gente não tem valor algum. Vale mais o poder do dinheiro que adquiriram e querem muito mais.

Infelizmente, esse raciocínio também é do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Seu discurso em cadeia nacional de TV, nesta terça-feira, 24, não se deu à toa. A direção é a mesma e de forma combinada.

A vida humana estará sempre à reboque da voracidade do capital econômico, principalmente em terras como a nossa, onde uma maioria insensata faz do fanatismo político a sua razão de ser.

Agora imagine que foi em nome da economia que a barragem de Brumadinho, sem a devida fiscalização, arrebentou e  resultou em mais de 280 mortos e muito mais de 100 desaparecidos, impunemente.

Em nome da economia deles, milicianos invadem grotas e favelas no País inteiro, impõem suas regras e matam jovens negros e pobres, sob os aplausos de muitos que cultuam a limpeza étnica.

E não é preciso ir muito longe. Em nome da economia dessa gente do mercado o bairro do Pinheiro, aqui mesmo em Maceió, foi destruído. Com ele, vidas humanas em pânico, traumatizadas e em eterno sofrimento.

Também em nome da economia há o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro em bancos e via doleiros, a venda de sentenças na justiça, a propina para políticos. E vale repetir: A economia deles.

Quem achar de questionar tudo isso se prepare que tem retorno. Isto é, pode pagar até com a própria vida.

O mercado impõe por aqui, historicamente, desde os tempos em que os navios chegavam com escravos da África e voltavam cheios de pau Brasil para Europa. Os traumas dessa relação ainda estão aí…

A histeria não é a pandemia que aí está. É relativizar o valor da vida humana, para que o mercado financeiro se dê bem.

Para que o “véio” da Havan faça pose em seu avião, com seu paletó verde amarelo,  se dizendo patriota nas costas de uma legião de pessoas que fazem a riqueza dele se multiplicar.

Ou mesmo para que o senhor do Madeiro venda muito mais sanduíches – o dele custa R$ 100,00, cada – para essa gente sem noção que costuma sentar nas banquetas de sua bodega de rico.

Há vai haver recessão. Vai sim. Mas, é nessa hora que todo e qualquer País precisa de lideranças capazes de enfrentar o problema de cabeça erguida e conduzir a sociedade para o rumo certo. Sem rompantes, nem a loucura dos medíocres de ocasião.

Infelizmente, entre nós, falta essa figura capaz de liderar. E aí ficamos todos perdidos no jogo do fundamentalismo político que gera a hipocrisia, instada como a filosofia mor das redes sociais.

Não sei pra que lado fica o tal Madeiro. Nem quero saber. Sei que essa horda de idiotas que privilegia o próprio bolso e ignora as vidas humanas representa tão somente a amoralidade terrena.

E sei também que não serão rompantes tresloucados, nem os abestados das fogueiras das vaidades, que vão colocar o Brasil nos trilhos. Sem sombras de dúvidas que não.

Até por que, como diz o poeta, “a vaidade é assim: põe o tonto no alto e retira a escada”.

 

 

 

 

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