16 de julho de 2020Informação, independência e credibilidade
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Gravidez na adolescência não se combate com moralismo fajuto

Quando eu era adolescente, não tinha erro: minhas amigas com os pais mais marcadores e rígidos eram as primeiras a engravidar.

Não adianta prender demais porque, quando se soltam, o que estava represado rola numa vazão equivalente a dez represas da Vale.

O Ministério dos Direitos Humanos, para agradar uma parcela sociopata da sociedade, vai adotar a pregação da abstinência como política de combate à gravidez na adolescência.

Vai fracassar. Vamos perder tempo, recursos e o efeito será o contrário.

Lembro que, certa vez, conversei com uma especialista no assunto. Ela me esclareceu que a maioria das jovens que engravidam cedo têm os bebês como fruto de um relacionamento.

Em segundo lugar, não lembro a porcentagem, vêm as iludidas, aquelas que acham que barriga segura o amor da vida delas. Aquele rapaz que vai sentar ao lado dela, na cadeira de balanço, para ver os netos correndo ao redor dos pombinhos.

Só que as bonitinhas esquecem de se certificar se a recíproca é verdadeira. “Aquele amor” não é o que fica.

Em último, vêm os casos de gravidez “acidental”. Entre aspas porque não é possível que a galera não saiba de onde vem os bebês.

Só com informação sobre métodos contraceptivos, conhecimento do próprio corpo e sobre as implicações de se ter um filho (ou vários) e amor-próprio, teremos jovens preparados para evitar a gravidez na adolescência e suas implicações.

O resto é conversa para dar satisfação a gente que não transa ou transa mal, vulgo conservadores e moralistas.

Com a palavra, a ministra Damares.

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