15 de novembro de 2019Informação, independência e credibilidade
Alagoas

IMA conclui que praias turísticas de Alagoas estão próprias para banho

Relatório de Balneabilidade apresenta condições normais em 63 pontos de praia onde são coletadas amostras para análise

Segundo diagnóstico é do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), as praias turísticas alagoanas estão próprias para banho. A informação é segundo o relatório de balneabilidade de todo o litoral alagoano.

Praias como Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, principais da orla urbana de Maceió, permanecem em condições normais. O mesmo acontece com as praias do Gunga, Francês e Barra de São Miguel, no litoral Sul da região metropolitana de Maceió.

Já na região Norte, as mais visitadas, como Antunes, Burgalhau e São Bento, em Maragogi, também estão aptas. Destinos como Japaratinga, São Miguel dos Milagres, Barra de Santo Antônio e Paripueira, também estão prontas para receber os turistas.

Do total de pontos analisados pelo IMA, apenas três foram considerados impróprios, mesmo com o registro das manchas de óleo em 15 pontos de 12 municípios. Segundo a equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto, isso se deve, principalmente, a dois motivos: a resposta imediata de limpeza das praias e, por se tratar de petróleo temperizado, condensado em fragmentos, o material não alterou a balneabilidade das praias.

A situação é diferente de casos como os dos Estados da Bahia e Sergipe, onde o óleo ainda apresenta características específicas e pode se dispersar na água e alterar as condições de balneabilidade.

As equipes se dividem em avaliações por terra e por ar desde o início desta terça-feira (15)Ascom IMA

Grupo técnico de limpeza

De norte a sul de Alagoas, entidades fazem varredura para encontrar e limpar manchas de óleo nas praias. As equipes se dividem em avaliações por terra e por ar desde o início desta terça-feira (15). As ações estão sendo coordenadas pelo Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA), formado após reunião que aconteceu na segunda-feira (14).

O Grupo é constituído por representantes dos órgãos estaduais – Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh); federais – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Marinha – Capitânia dos portos. Contando ainda com o apoio das secretarias de Meio Ambiente dos municípios atingidos.

Segundo Alex Gama, secretário executivo de gestão interna da Semarh, o GTA pretende “articular as ações dos órgãos, otimizar os recursos e dar suporte aos municípios na limpeza e melhor articulação para a coleta e disponibilização final desse material”, disse.

Para a operacionalização das ações, o grupo conta com três helicópteros disponibilizados pela Marinha, Ibama e governo do Estado, além das embarcações do IMA e da Capitânia dos portos, que também disponibilizou o píer para embarque, desembarque e acomodação de materiais. O GTA deverá realizar reuniões, inicialmente, diárias para avaliação e definição de novas ações.

O Grupo fará, ainda, o registro diário da situação das praias, conforme informações repassadas pelos municípios. O Ibama estabelecerá uma espécie de protocolo para categorizar as manchas, por intensidade e ocorrência; as ações continuarão diariamente por terra, ar e mar; após a definição de possíveis ações emergenciais os esforços serão concentrados para limpeza e retirada dos materiais antes da subida de maré.

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